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Veritá inclui Greca e Cristina em pesquisa no Paraná

O Instituto Veritá registrou uma nova pesquisa sobre as disputas pelo Governo do Paraná e pelas duas vagas estaduais no Senado. O levantamento PR-03335/2026 prevê 2.010 entrevistas entre 7 e 11 de julho, margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os resultados poderão ser divulgados a partir de domingo, 12 de julho, quando as listas testadas deverão alimentar a disputa interna pelas chapas.

O trabalho custará R$ 154.770 e será pago pelo próprio instituto. O registro informa amostragem estratificada, abrangência estadual e seleção proporcional dos municípios. A fiscalização alcançará cerca de 20% dos questionários aplicados. Ainda não existem resultados públicos: o documento disponível apresenta metodologia e questionário, não percentuais de intenção de voto.

Para governador, o Veritá testa Luiz França (Missão), Rafael Greca (MDB), Requião Filho (PDT), Samuel Mattos (PSTU), Sandro Alex (PSD), Sergio Moro (PL) e Tony Garcia (DC). O instituto também pergunta pela segunda opção de voto e pela rejeição de cada nome.

O questionário reserva três simulações de segundo turno para Sergio Moro: contra Requião Filho, Rafael Greca e Sandro Alex. Greca ainda é confrontado com Requião Filho. A distribuição permite medir quem reúne mais condições eleitorais para enfrentar o senador caso a sucessão do Palácio Iguaçu não seja resolvida no primeiro turno.

A inclusão de Greca contrasta com a Paraná Pesquisas divulgada em 7 de julho. Contratado pelo PL, aquele levantamento apresentou dois cenários de primeiro turno, um deles sem o ex-prefeito de Curitiba. A alternância serviu para medir como seus votos seriam redistribuídos entre Moro, Requião Filho, Sandro Alex e os demais nomes.

O Blog do Esmael apurou que o Palácio Iguaçu está propenso a deixar Greca correr o trecho. A candidatura do emedebista pode ampliar a soma do campo ligado ao governador Ratinho Junior (PSD), segurar votos em Curitiba e elevar as chances de uma definição apenas no segundo turno. Isso não significa acordo fechado nem presença garantida na urna, decisão que dependerá das convenções partidárias.

No Senado, o Veritá apresenta uma lista única com Alexandre Curi (Republicanos), Alvaro Dias (MDB), Cristina Graeml (PSD), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT), Luiz Carlos Hauly (Podemos), Renata Borges (PSOL) e Rosane Ferreira (PV).

Como o Paraná elegerá dois senadores, o instituto pergunta separadamente pelo primeiro e pelo segundo voto. Também mede a rejeição aos nove nomes. A fórmula reduz a distorção de levantamentos que tratam uma eleição com duas escolhas como se o eleitor tivesse apenas um voto.

Dois nomes chamam atenção. Rosane Ferreira reaparece em mais uma pesquisa, embora a informação política até aqui seja de que sua candidatura foi vetada pelos próprios verdes. O questionário não derruba o veto nem transforma a ex-deputada em candidata. Mostra, porém, que ela continua sendo tratada pelos institutos como uma variável eleitoral do campo ligado à Federação Brasil da Esperança.

Embora o ex-deputado federal Dr. Rosinha (PT) tenha alcançado de 8,3% a 12,5% nos cenários estimulados da Paraná Pesquisas divulgada em 7 de julho, o petista não foi incluído no questionário do Veritá.

Cristina Graeml também aparece em todas as perguntas estimuladas para o Senado. A presença contrasta com o desenho da Paraná Pesquisas, que retirou a jornalista de duas das três combinações e incluiu o Coronel Hudson como alternativa do PSD. Cristina entrou apenas no cenário sem Alvaro Dias e sem Hudson.

A diferença entre os questionários revela mais sobre a instabilidade das chapas do que sobre a força eleitoral dos nomes. O Veritá mede Cristina como presença permanente. A Paraná Pesquisas examinou o que aconteceria caso ela fosse substituída dentro do grupo de Ratinho Junior.

A resistência à pré-candidatura de Cristina já havia sido relatada por deputados, prefeitos e integrantes da base governista ouvidos pelo Blog do Esmael. O conflito envolve a concorrência com Alexandre Curi, o confronto eleitoral travado com Eduardo Pimentel em Curitiba e a disputa por um espaço majoritário limitado. Uma candidatura à Câmara dos Deputados permanece como alternativa discutida no grupo.

O formulário do Veritá também pergunta como os apoios de Lula (PT) e Jair Bolsonaro interferem na escolha para governador e senador. A pesquisa, portanto, não medirá apenas nomes. Ela tentará identificar o peso dos palanques presidenciais na eleição paranaense e quais pré-candidaturas dependem da transferência de votos nacionais.

A publicação de 12 de julho poderá mostrar intenção de voto, rejeição e capacidade de agregação. Antes disso, o registro revela uma disputa ainda aberta: Greca interessa ao cálculo do segundo turno, Cristina tenta sobreviver à resistência governista e Rosane continua nas pesquisas apesar do bloqueio partidário.

Acompanhe no Blog do Esmael a cobertura das eleições de 2026 e dos bastidores das chapas no Paraná.

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