O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu nesta terça-feira, 13 de outubro, que uma falha técnica no Pool de Mídias deixou sem áudio a propaganda de Flávio Bolsonaro (PL) exibida no bloco presidencial de 12 de outubro. A Corte informou que o arquivo foi corrigido e será reexibido, transformando em fato oficial o problema que a campanha havia denunciado na véspera.
Segundo nota oficial publicada pelo TSE às 8h32, os áudios das duas propagandas presidenciais previstas para o bloco das 13h não foram carregados durante a finalização das mídias. O problema atingiria tanto Flávio Bolsonaro quanto Lula (PT).
Houve, porém, tempo para corrigir a falha antes da exibição da segunda propaganda, a de Lula. O programa de Flávio Bolsonaro já havia ido ao ar sem som.
A diferença operacional produziu um efeito eleitoral objetivo: apenas o candidato do PL teve o programa transmitido sem áudio naquele bloco. O tribunal não atribuiu a ocorrência a sabotagem, interferência política ou ação deliberada. A versão oficial é de falha técnica.
O Blog do Esmael havia publicado em 12 de outubro que a campanha de Flávio cobrava explicações sobre a ausência de áudio e afirmava ter enviado o material corretamente. A manifestação do TSE fecha a primeira parte da controvérsia ao reconhecer responsabilidade operacional no episódio.
A Resolução 23.776/2026 estabelece o funcionamento do grupo de emissoras responsável pela geração do horário eleitoral gratuito. No segundo turno, o Pool de Mídias recebe, confere e exibe os programas de televisão das candidaturas presidenciais.
O próprio TSE informa que o grupo é composto por emissoras de televisão e veículos públicos, sob coordenação operacional definida pela resolução. O tribunal também mantém servidor designado para acompanhar o processo de geração do programa em bloco.
A reexibição é a consequência prática da falha. O tribunal informou que o arquivo de Flávio foi corrigido e voltará ao ar nos termos da resolução eleitoral.
Politicamente, a decisão retira combustível da tese de que o silêncio do programa teria sido provocado por ação intencional, porque a Corte assumiu formalmente o erro técnico. Isso não elimina a discussão sobre o prejuízo daquele bloco específico, já que a propaganda de Lula foi corrigida antes de ir ao ar e a de Flávio não.
A campanha presidencial entra na reta final com forte judicialização sobre propaganda, redes sociais e equilíbrio entre os candidatos. O Blog do Esmael seguirá acompanhando as decisões do TSE e as consequências da reexibição do programa.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




