18 de novembro de 2015
por admin
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Coluna do Rafael Greca: O rio Iguaçu pede o seu voto e a sua luta

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Rafael Greca*

No começo da povoação de Curitiba, entre 1693 e 1721, ficou definido, por postura da Câmara Municipal, que o abastecimento de água pura seria por nascentes e junto ao vale do rio Ivo. E no rio Belém, pobrezinho, acabariam despejadas as águas servidas. Começava a contaminação do rio Iguaçu.

Até 1870, o abastecimento de água potável da cidade dava-se por quatro fontes, então chamadas “Cariocas”.

Foi quando a Câmara Municipal decidiu instalar um chafariz em ferro lavrado, no então chamado Largo da Carioca da Cruz, ou Largo da Ponte do rio Ivo. Equipamento utilíssimo abençoado pelo padre Agostinho Machado Lima no dia 8 de setembro de 1871, durante a festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

Em 1883, postura municipal proibiu fossas abertas para receber efluente de esgoto. Começavam as preocupações com a higiene e o correto saneamento.

Em 1888 foi contratada  empresa sanitária para remover dejetos das fossas. Surgiu o carroção limpa fossas, dirigido por posudo italiano, “il signore Casagrande”, que o povo logo apelidou de “Barão da Merda”. Isto porque vestia fraque e cartola nas rédeas de seu carroção de barricas de madeira repletas de dejetos.

A água encanada só chegou a Curitiba em 1909, com o reservatório do Alto de São Francisco, a partir do encanamento, com canos de ferro belga — desde Piraquara — dos chamados “Mananciais da Serra”. Em um ano da companhia de águas e esgotos já somava ligações em 1.148 casas de família com o serviço.

Em 1917 a companhia de saneamento foi encampada pelo Governo do Estado, que faz vultuoso empréstimo em libras esterlinas para melhoramentos.

Em janeiro de 1963, o governador Ney Braga criou a Sanepar, Companhia de Saneamento do Paraná, que recebeu outorga de exploração dos serviços na capital, do então prefeito Ivo Arzua Pereira.

A grande Curitiba, a capital e sua região metropolitana cresceu e espraiou-se no planalto, esplêndido berço do rio Iguaçu. O “Y Guaçu”, Rio Grande, na linguagem dos índios.

A região tem perto de 5 mil nascentes, córregos, arroios. Não vale xingá-los de valetões. Todos alimentam os rios que formam o Iguaçu: Piraquara, Iraí, Palmital, Atuba, Tarumã, Bacacheri, Juvevê, Belém, Ivo, Barigui, Passaúna, Miringuava, rio Verde, entre outros cursos d’água.

Chuvas intensas localizadas sempre provocam grandes e inesperadas cheias. Na falta de células e canais eficientes de drenagem superficial sobrevém alagamentos. Um problema a mais que sempre desafiou e esteve presente na história urbana de Curitiba.

Na nossa gestão da Prefeitura de Curitiba (1993-1996), com orientação do engenheiro sênior Nicolau Kluppel, expert na hidrologia local, empreendemos intensa e extensa obra de canalizações, saneamento, d Leia mais

17 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Beto Richa aumenta tarifa da água, mas Sanepar piora serviços e planeja poluir mais os rios do Paraná

sanepar

Mesmo com um aumento na tarifa de água de 8% programado para setembro, e mais os reajustes de 6,5% (maio) e 6% (junho) já aplicados somente este ano, a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) continua apresentando problemas ambientais na sua operação.

Desta vez, uma denúncia levantada por um ambientalista de Ponta Grossa, Guilherme Pontes, aponta que a Sanepar estaria tentando rebaixar a classificação ambiental do Rio Tibagi para poder despejar esgotos não tratados sem ser multada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) ou pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA).

De acordo com a denúncia publicada no Blog Política em Destaque, o Instituto Águas do Paraná (Ipaguás), ligado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), vai refazer a classificação ambiental dos rios em termos de poluição. Os rios são divididos em quatro categorias que vão de 1- rios sem poluição até 4- rios com muita poluição, onde seria permitido despejar esgoto.

Se o Ipaguás rebaixar a categoria do Rio Tibagi para 4, por exemplo, a Sanepar poderá despejar o esgoto não tratado dentro do rio sem receber multas milionárias que vem sendo aplicadas pelos órgãos de fiscalização ambiental. Leia mais