Representantes das forças políticas conservadoras de Londrina se reuniram em um ato que marcou a união entre o Partido Liberal (PL) e o Partido Social Democrático (PSD), na manhã desta segunda-feira (13/05), em prol da pré-candidatura do deputado estadual Tiago Amaral (PSD) à Prefeitura de Londrina. Este movimento estratégico evidencia uma tentativa de desbancar o grupo liderado pelo atual prefeito Marcelo Belinati, do Progressistas (PP), que conta com o apoio do deputado licenciado Ricardo Barros, ex-líder de Jair Bolsonaro e ex-líder de Dilma Rousseff na Câmara.
O evento, sediado no escritório regional em Londrina do deputado federal Filipe Barros (PL), líder da Oposição na Câmara dos Deputados, contou com a presença de Luísa Canziani, deputada federal e presidente do PSD local, além de prefeitos, vereadores, pré-candidatos e membros ativos de ambas as siglas. Filipe Barros, em seu discurso, destacou a importância desse momento para o destino de Londrina, afirmando que a cidade merece retomar seu protagonismo político.
O pré-candidato Tiago Amaral enfatizou a necessidade de coragem para enfrentar as demandas reais da população londrinense. Ele ressaltou o compromisso de reconstruir uma cidade sem medo de enfrentar seus problemas e defendeu a coragem para defender princípios e valores, bem como para solucionar as questões que afetam diretamente os cidadãos.
Por sua vez, Luísa Canziani reiterou seu apoio a Amaral e destacou a qualificação e relevância dos nomes que compõem as duas siglas para a disputa eleitoral. Segundo ela, tanto o PL quanto o PSD têm se preparado com os melhores pré-candidatos e as melhores chapas de vereadores, o que fortalece ainda mais o projeto político em questão.
Por outro lado, aliados de Marcelo Belinati e da pré-candidata governista Maria Tereza (PP) não tardaram em reagir. Eles lembraram o que consideram ser um “desgaste” causado pela tentativa de levar Beto Richa para o PL, realizada anteriormente por Filipe Barros. Agora, os governistas buscam desqualificar a aproximação de Tiago Amaral com o PL, relacionando-o ao passado socialista do deputado, que já foi filiado ao PSB, mesmo partido que pertencia o ministro Flávio Dino antes de assumir o STF.
A movimentação política em Londrina reflete não apenas a busca por alianças e apoios estratégicos, mas também os dilemas e crises de identidade enfrentados pelos diversos grupos políticos locais. A união entre PL e PSD, respaldada pela liderança de figuras como Filipe Barros e Luísa Canziani, demonstra uma tentativa de fortalecer uma alternativa ao grupo atualmente no poder, liderado por Marcelo Belinati. Ao se unir com Tiago Amaral, o líder da oposição Filipe Barros tenta um contraponto ao atual prefeito com as popularidades de Ratinho Júnior e Bolsonaro.
O embate político promete ser acirrado, com diferentes forças disputando espaço e influência na cidade do Norte do Paraná.
O município de Londrina tem 555.937 habitantes, conforme os dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a segunda maior cidade do estado, e o segundo maior colégio eleitoral do Paraná com 393 mil eleitores.

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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




