Início / Curitiba

Radar: Pimentel, 25,1%; Leprevost, 15,7%; Ducci, 13,8%; Requião, 12,6%

Índice de Tópicos

A pesquisa eleitoral divulgada nesa quinta-feira (22/8) pelo Radar Inteligência e contratada pelo Portal Banda B, trouxe novos contornos à corrida pela Prefeitura de Curitiba. Se as eleições fossem realizadas hoje, Eduardo Pimentel (PSD), atual vice-prefeito, seria o nome mais forte na disputa, com 25,1% das intenções de voto. No entanto, a perspectiva de um segundo turno está cada vez mais presente, dada a fragmentação dos votos entre os demais candidatos.

A pesquisa, que é a primeira a contemplar os dez candidatos oficialmente registrados para a eleição, mostra um cenário competitivo pela segunda posição. Ney Leprevost (União Brasil) aparece com 15,7%, seguido de perto por Luciano Ducci (PSB), com 13,8%, e Roberto Requião (Mobiliza), com 12,6%. Esses números apontam para um empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa.

Abaixo, detalhamos os resultados da pesquisa estimulada, onde os entrevistados foram apresentados a uma lista de candidatos:

🔴 Eduardo Pimentel (PSD): 25,1%
🟢 Ney Leprevost (União): 15,7%
🟢 Luciano Ducci (PSB): 13,8%
🟢 Roberto Requião (Mobiliza): 12,6%
🔵 Maria Victoria (PP): 5,4%
🔵 Luizão Goulart (Solidariedade): 5.0%
🔵 Cristina Graeml (PMB): 3.7%
⚪ Andrea Caldas (PSOL): 1.2%
🟠 Felipe Bombardelli (PCO): 0.5%
🟠 Samuel de Mattos (PSTU): 0.5%
⚪ Nenhum/branco/nulo: 6.3%
⚪ Não sabe/não opinou: 10.2%

Além disso, 6,3% dos entrevistados declararam que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados, ou anulariam o voto, enquanto 10,2% afirmaram não saber ou preferiram não opinar.

A pesquisa foi conduzida entre os dias 19 e 21 de agosto, ouvindo 816 eleitores curitibanos, todos com idades entre 16 e 24 anos. A metodologia utilizada envolveu entrevistas pessoais, com questionários estruturados e padronizados, aplicados de forma a garantir a representatividade da amostra em relação ao eleitorado da cidade.

O levantamento possui um grau de confiança de 95,5% e uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Esse intervalo é fundamental para entender o que significa o empate técnico entre Leprevost, Ducci e Requião, uma vez que suas intenções de voto podem variar dentro dessa margem.

Embora Pimentel tenha uma liderança confortável no primeiro turno, a soma das intenções de voto dos demais candidatos indica que o segundo turno é altamente provável. Se somarmos os percentuais de Leprevost, Ducci e Requião, temos 42,1% das intenções de voto, superando em muito o índice de Pimentel. Este fator reforça a necessidade de uma nova rodada de votação para definir o próximo prefeito de Curitiba.

Dado o atual cenário, a estratégia de campanha para o segundo turno será fundamental. Pimentel deverá focar em manter e ampliar sua base, enquanto seus principais concorrentes precisarão trabalhar intensamente para atrair o apoio dos eleitores que, neste momento, se encontram indecisos ou propensos a votar em candidatos menos cotados.

Os quatro candidatos mais bem posicionados na pesquisa enfrentam desafios específicos nos próximos dias de campanha. Eduardo Pimentel deverá consolidar sua liderança, evitando ataques diretos que possam minar sua imagem de continuidade das gestões de Rafael Greca (PSD). Ney Leprevost, por outro lado, precisa ampliar seu apelo entre eleitores indecisos e fortalecer sua presença em bairros onde sua penetração ainda é fraca.

Luciano Ducci terá que focar em reconquistar o eleitorado que o elegeu prefeito em 2010, apostando na memória de sua gestão, enquanto Roberto Requião buscará reviver seu legado político, especialmente entre eleitores mais velhos e saudosistas de suas administrações no governo estadual.

Outro ponto relevante que pode influenciar o desenrolar da campanha é a forma como cada candidato aborda temas centrais para a cidade, como saúde, segurança e mobilidade urbana.

Pimentel, por exemplo, tem capitalizado sua participação nas decisões ao lado de Greca, mas precisa se distanciar das críticas sobre eventuais falhas na administração da pandemia.

Leprevost e Ducci têm a seu favor o fato de não estarem diretamente ligados às últimas gestões, o que lhes permite criticar sem grandes desgastes. Requião, com sua longa trajetória política, deve explorar a experiência e a capacidade de enfrentar crises, aspectos que sempre marcaram suas campanhas.

À medida que nos aproximamos do início do programa eleitoral no rádio e na televisão, dia 30 de agosto, é esperado que as campanhas intensifiquem suas ações nas ruas e nas redes sociais. A polarização do eleitorado curitibano tende a aumentar, e a capacidade dos candidatos de mobilizar suas bases será determinante.

O futuro da disputa pela Prefeitura de Curitiba ainda é incerto, mas o que já podemos prever é uma eleição acirrada, onde cada detalhe poderá fazer a diferença entre avançar para o segundo turno ou ficar pelo caminho. Independentemente do resultado, a cidade assiste a um cenário político imprevisível, que promete manter os eleitores atentos até o último momento.

Segundo a Radar, Requião é o mais rejeitado dentre os candidatos

Segundo os dados, Roberto Requião, ex-governador e ex-prefeito, desponta como o nome mais rejeitado pelos eleitores curitibanos.A pesquisa revelou que 27% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Requião “de jeito nenhum” para o cargo de prefeito.

Este índice coloca o veterano político em uma posição delicada, evidenciando um desgaste significativo de sua imagem pública. Apesar de sua longa trajetória política e da influência que exerceu em diferentes esferas do poder, o ex-governador precisa reverter essa percepção negativa.

A rejeição a Requião pode ser interpretada como um reflexo do cansaço do eleitorado com figuras políticas tradicionais e a busca por renovação no cenário municipal. Essa percepção é ainda mais acentuada quando comparada com a rejeição dos outros candidatos.

Outros candidatos na pesquisa de rejeição

Logo atrás de Requião, a pesquisa apontou Luciano Ducci, com 14,1% de rejeição. Ducci, que já foi prefeito de Curitiba, também sofre com a resistência de parte do eleitorado, embora em menor grau que Requião. Na sequência, aparecem Ney Leprevost com 8% e Maria Victoria com 7,9% de rejeição, mostrando que, apesar de estarem entre os nomes mais conhecidos, ainda enfrentam uma barreira considerável para conquistar a confiança dos eleitores.

Eduardo Pimentel, atual vice-prefeito, registrou 6,7% de rejeição, indicando que, mesmo estando na atual administração, não enfrenta uma rejeição tão elevada quanto alguns de seus concorrentes. Já Luizão Goulart e Cristina Graeml apresentaram rejeições de 3,9% e 3,4%, respectivamente, mostrando menor resistência do eleitorado.

🔴 Roberto Requião (Mobiliza): 27%
🔵 Luciano Ducci (PSB): 14,1%
🟢 Ney Leprevost (União): 8%
🟢 Maria Victoria (PP): 7,9%
🟢 Eduardo Pimentel (PSD): 6,7%
🔵 Luizão Goulart (Solidariedade): 3,9%
🔵 Cristina Graeml (PMB): 3,4%
🟠 Andrea Caldas (PSOL): 2,3%
🟠 Felipe Bombardelli (PCO): 2,2%
🟠 Samuel de Mattos (PSTU): 1,9%
⚪ Não sabe/não opinou: 23,6%

A Professora Andrea Caldas e Felipe Bombardelli tiveram índices de rejeição ainda menores, com 2,3% e 2,2% respectivamente, enquanto Samuel de Mattos fechou a lista com 1,9%. Um percentual significativo de 23,6% dos entrevistados declarou que “não sabe/não opinou”, revelando ainda uma parcela do eleitorado indecisa ou alheia à discussão eleitoral.

Leia também no Blog do Esmael: Boca do jacaré se abre em Curitiba: Pimentel amplia vantagem; Em PG, Mabel Canto pode vencer no 1º turno sem Aliel Machado como candidato – Pesquisa Radar; Pimentel lidera a disputa em Curitiba, aponta nova pesquisa da Radar