A pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro mostra que o empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) não aparece apenas na intenção de voto. Os dois candidatos também chegam praticamente igualados na rejeição, indicador que limita a margem disponível para crescimento na reta final.
🔴 SUPERLIVE 2º TURNO | PESQUISAS ELEITORAIS
Flávio Bolsonaro é rejeitado por 54% dos entrevistados e Lula por 53%.
A diferença de um ponto está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento.
O dado acrescenta uma camada à pesquisa já publicada pelo Blog do Esmael, que registrou Flávio Bolsonaro com 46% das intenções de voto e Lula com 44%.
Os candidatos estão, portanto, empatados tecnicamente tanto na preferência quanto na resistência do eleitorado.
Essa combinação torna a disputa mais difícil para os dois lados.
Quando mais da metade do eleitorado afirma rejeitar determinado candidato, ampliar apoio exige conquistar pessoas que já demonstram resistência ou mobilizar quem pretende votar em branco, anular o voto ou não comparecer.
A Quaest registrou 9% de entrevistados nesse último grupo.
Apenas 1% declarou estar indeciso.
Em votos válidos, cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com aproximadamente 51% e Lula com 49%.
Essa conta também mantém os candidatos dentro de uma zona apertada de disputa.
O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula.
Desde então, o candidato do PL recebeu apoios de partidos e lideranças do centro e da direita, enquanto Lula intensificou manifestações de rua, campanha digital e a tentativa de aprovar medidas populares no Congresso.
A redução da distância captada pelas pesquisas tornou mais arriscada qualquer estratégia baseada apenas na rejeição ao adversário.
Flávio Bolsonaro voltou atrás, por exemplo, na decisão de não participar do debate presidencial da Band.
Lula também passou a enfrentar pressão para converter sua reação nas ruas e no Congresso em votos efetivos.
O resultado da Quaest ajuda a explicar esse comportamento.
A eleição não depende somente de quem consegue crescer.
Depende também de quem consegue reduzir a resistência ao próprio nome e impedir que eleitores pouco entusiasmados migrem para o adversário.
A Quaest ouviu 2.154 eleitores com 16 anos ou mais entre 10 e 13 de outubro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026.
O próximo teste dessa tendência virá com a pesquisa Datafolha prevista para as 18h30 de 15 de outubro.
Se os dois institutos registrarem aproximação semelhante, as campanhas entrarão nos últimos dez dias com uma disputa ainda mais aberta.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




