Milhares de pessoas tomaram as ruas de Nova Iorque e Atlanta neste sábado (18) em atos contra o presidente Donald Trump.
As manifestações, organizadas pela coalizão progressista No Kings, denunciaram o que classificam como deriva autoritária do governo e afirmaram que “os Estados Unidos não têm reis”.
Inspiradas no lema “No Kings”, mais de 2.600 protestos foram registrados em todos os 50 estados, numa das maiores mobilizações populares desde o retorno de Trump à Casa Branca.
Em Nova Iorque, a Times Square virou palco de um carnaval cívico com cartazes pedindo respeito à Constituição e fantasias satirizando o presidente.
Em Atlanta, capital da Geórgia, cerca de 10 mil manifestantes se reuniram no Atlanta Civic Center antes de marchar até o Capitólio estadual.
O senador democrata Raphael Warnock, da Geórgia, lembrou que “nenhum americano deveria aceitar que o presidente trate cidadãos como inimigos internos”, numa referência a declarações de Trump dirigidas às Forças Armadas.
Nos discursos em Washington, Distrito Federal, o senador Bernie Sanders acusou Trump de “agir como se fosse dono do país” e apontou o domínio de bilionários sobre o sistema político.
“Isto não é apenas sobre um homem, mas sobre um grupo de super-ricos que sequestrou nossa democracia”, afirmou.
Autoridades locais de Nova Iorque e Atlanta confirmaram o caráter pacífico da maioria dos atos, embora governos republicanos em outros estados tenham mobilizado a Guarda Nacional por precaução.
O Departamento de Polícia de Nova Iorque reforçou a segurança e disse apoiar o “direito constitucional ao protesto pacífico”.
A coligação No Kings afirma que o objetivo é frear o autoritarismo e reafirmar valores democráticos, segundo os organizadores.
“Amamos demais a América para entregá-la a um aspirante a rei”, declarou Andrea Young, diretora da ACLU da Geórgia.
A onda de protestos expõe a tensão crescente entre o Executivo e setores civis e reforça o papel das ruas como termômetro político nos EUA.
Para analistas, o tamanho da mobilização revela desgaste precoce do governo e reacende a disputa simbólica em torno da democracia americana.
O episódio mostra que Trump segue sendo o maior fator de polarização mundial.
O contraste entre o discurso populista e a reação democrática das ruas recoloca o país diante de sua própria história: liberdade ou culto à força.
Acompanhe no Blog do Esmael as repercussões políticas dos protestos No Kings e seus efeitos nas eleições de 2026.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




