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Israel amplia evacuação no Líbano no 5º dia da guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou no quinto dia de guerra ao lado de Israel com o Irã espalhando o conflito para além de Teerã, com ataques e alertas no Líbano, no Golfo e no Mar Arábico, enquanto aliados correm para evacuar civis e o risco energético volta a ditar o humor dos mercados.

Israel ampliou drasticamente as ordens de evacuação no sul do Líbano, orientando moradores a deixarem casas e vilarejos e seguirem para o norte do rio Litani, num recado de que a frente com o Hezbollah virou peça central da escalada.

Na área do Golfo, a Arábia Saudita relatou nova tentativa de ataque com drone contra instalações da Saudi Aramco em Ras Tanura, o principal terminal do reino, mesmo sem registro de danos relevantes. O episódio reforça o padrão, não precisa parar produção para pressionar preço, basta elevar o risco percebido.

O Catar, por sua vez, informou que um míssil balístico disparado do Irã atingiu a base de Al-Udeid, um dos centros nevrálgicos da presença militar americana na região, sem vítimas. É o tipo de golpe que empurra Washington para mais retaliação e trava qualquer conversa séria de desescalada.

Dentro do Irã, a disputa de poder ganhou contornos de urgência após a morte do líder supremo Ali Khamenei. Reportagens apontam que Mojtaba Khamenei despontou entre os nomes mais fortes na sucessão, com discussões sob forte clima de segurança e risco de novas ações militares.

No plano militar, Israel disse que um F-35 abateu uma aeronave iraniana sobre Teerã, sinalizando domínio do espaço aéreo em partes do conflito e ampliando o efeito psicológico da campanha.

No custo humano, uma organização de monitoramento baseada fora do Irã divulgou estimativas de mais de mil civis mortos desde o início da guerra, números que ainda esbarram na dificuldade de verificação independente em zona de conflito, mas que ajudam a dimensionar a tragédia para além da propaganda dos governos.

O efeito dominó também chegou à agenda paralela do Oriente Médio. A Indonésia informou que discussões sobre um desenho de força internacional para Gaza ficaram suspensas, porque a guerra com o Irã capturou a atenção e reordenou prioridades diplomáticas.

O quinto dia consolida um padrão perigoso: Washington e Tel Aviv tentam quebrar capacidades militares e de comando do regime iraniano, Teerã responde alargando o raio de pressão em bases e infraestrutura crítica de aliados dos EUA, ampliando o custo da guerra, forçando evacuações e estabelecendo a carestia energética.

Quando Israel manda evacuar em massa no sul do Líbano e drones começam a rondar Ras Tanura, o mundo entende a mensagem, a guerra deixou de ser “cirúrgica” faz tempo. Democracia e direitos humanos não combinam com escalada sem freio nem com punição coletiva disfarçada de estratégia.

Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos EUA, 1.097 civis foram mortos no Irã desde o início da guerra, incluindo 181 crianças menores de 10 anos.

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