Portugal vacina crianças de 5 a 11 anos enquanto Bolsonaro "embaça" no Brasil

Portugal vacina crianças de 5 a 11 anos enquanto Bolsonaro “embaça” no Brasil

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Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) “embaça” a vacinação de crianças no Brasil, Portugal começa a vacinar menores de 5 a 11 anos.

Os portugueses têm a maior taxa de imunização contra a covid no mundo, 88,9% da sua população de 10,3 milhões está completamente vacinada.

A decisão de Portugal aplicar doses em crianças dos 5 aos 11 anos decorreu do avanço da variante ômicron e segue as pegadas de outros países europeus.

Já no Brasil, Jair Bolsonaro atacou os servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) durante uma live realizada na noite desta quinta-feira (16/12) por conta da liberação das vacinas anti-Covid para crianças de 5 a 11 anos.

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“Eu pedi extraoficialmente o nome das pessoas que aprovaram a vacina para 5 a 11 anos. Nós queremos divulgar o nome dessas pessoas. A responsabilidade é de cada um. Mas, agora mexe com as crianças, então quem é responsável por olhar as crianças é você, pai. Eu tenho uma filha de 11 anos de idade e vou estudar com a minha esposa bastante isso aqui”, disparou o presidente ao vivo, envergonhando outra vez o país perante o mundo com seu negacionismo.

A Presidência da República impôs sigilo de 100 anos em sua caderneta de vacinação de Jair Bolsonaro, enquanto ele segue jurando que não recebeu nenhuma dose de vacina contra o vírus. A mulher dele, a primeira-dama Michelle Bolsonaro foi vacinada durante viagem a Nova York.

A despeito da opinião do presidente da República, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, defendeu a decisão da entidade que autoriza a aplicação da vacina da Pfizer em crianças a partir dos 5 anos. “Se formos consultar todas as pessoas que ali contribuíram direta ou indiretamente, essa lista contaria por certo com mais de 1,6 mil nomes porque todas as nossas atividades estão entrelaçadas. Seguramente na letra A meu nome vai estar lá”, disse Barra Torres na tarde de sexta-feira (17/12).