Início / Notícias

Partido de Deltan Dallagnol tenta ganhar mais um deputado com decisão do STF

Uma recente decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) está causando movimentação no Podemos, partido do deputado Deltan Dallagnol. Essa decisão pode alterar a composição da bancada federal do Paraná e o partido está tentando ganhar mais um parlamentar. O nome em questão é o do ex-deputado Luiz Carlos Hauly, que possui base eleitoral na cidade de Cambé e é especialista em legislação tributária.

Na prática, o STF validou por unanimidade dispositivo que dispensa cláusula de desempenho para suplentes em cargos proporcionais. De acordo com o entendimento do colegiado, a Constituição não condiciona a posse dos suplentes de parlamentares – vereadores e deputados estaduais e federais – à votação mínima nas eleições.

A polêmica se instalou porque Deltan Dallagnol, foi o deputado federal mais votado no Paraná com quase 345 mil votos mas, até agora, o entendimento era de que o ex-coordenador da Operação Lava Jato não levaria nenhum outro candidato de seu partido, o Podemos, à Câmara dos Deputados.

O Podemos recebeu um total de 430 mil votos, o que lhe daria direito a duas cadeiras na Câmara, mas nenhum outro candidato tinha atingido o limite de 10% exigido pela cláusula eleitoral para ser considerado elegível. Porém, esse entendimento pode ser mudado com a decisão do STF ao fixar a tese: “a exceção à exigência de voto nominal mínimo, prevista para a substituição de eleitos, prevista no artigo 112, parágrafo único, do código eleitoral, não violar a constituição”.

Essa cláusula dos 10% foi introduzida para evitar que candidatos com grande número de votos “carregassem” outros candidatos com baixo número de votos para a Câmara, como aconteceu nas eleições de 2014 com o comediante Tiririca, em São Paulo.

Hauly com quase 12 mil votos recebidos nas eleições de 2022 pode assumir a cadeira, embora imaginava-se necessários 21 mil votos – que é o equivalente a 10% do quociente para eleger uma cadeira de deputado federal pelo Paraná.

O corre-corre está estabelecido nos bastidores políticos e jurídicos, pois, se Hauly sobe, alguém desce. Além disso, afirma-se, pode mexer também com as proporcionalidades nas chapas. Por isso advogados e dirigentes partidários começaram a fazer contas acerca das sobras.

O Blog do Esmael apurou que os advogados do Podemos estão com sebo nas canelas. A princípio, a decisão do Supremo reconhece o suplente, mas não a vaga.

Essa confusão toda começou com uma Ação Direita de Inconstitucionalidade do PSC, que alegava a ausência de aplicação da “cláusula de barreira” para preenchimento dessas vagas de suplentes representaria uma violação ao sistema democrático e proporcional das eleições para o Poder Legislativo.

[Clique aqui para ler a íntegra do acórdão do STF].

LEIA TAMBÉM