A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta (3), revela que o prefeito Eduardo Paes (PSD) continua na liderança pela disputa à Prefeitura do Rio de Janeiro, com 54% das intenções de voto, uma queda em relação aos 59% registrados anteriormente.
O principal destaque do levantamento é o crescimento de Alexandre Ramagem (PL), que subiu de 17% para 22%, consolidando-se como o principal adversário de Paes.
Tarcísio Motta (PSOL), que tenta representar a terceira via, despencou de 7% para 4%, enfrentando dificuldades em ganhar tração na corrida eleitoral.
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 3 de outubro, com 1.106 eleitores, sendo registrada sob o número RJ-00823/2024 no TSE.
Além das intenções de voto, o levantamento trouxe informações sobre a rejeição dos candidatos e a avaliação da gestão de Paes, que, mesmo à frente, começa a enfrentar mais desafios.
Alexandre Ramagem lidera nesse quesito, com 36%, o que pode limitar seu potencial de crescimento, mesmo com o avanço nas intenções de voto.
Tarcísio Motta também viu sua rejeição aumentar de 22% para 27%, enquanto Paes, que tem uma base eleitoral sólida, viu seu índice de rejeição saltar de 17% para 21%.
Essa elevação pode ser um sinal de desgaste da gestão atual, refletida também na queda de sua aprovação como prefeito.
A avaliação do governo de Paes, que antes contava com 51% de aprovação, recuou para 46%.
Embora o número ainda seja expressivo, o aumento de 13% para 17% dos que consideram a gestão ruim ou péssima acende um alerta para sua equipe de campanha.
Paes precisará mobilizar esforços para conter essa tendência de rejeição em um momento decisivo da eleição.
O crescimento de Ramagem, associado ao desgaste de Paes, indica que o candidato do PL tem conseguido capturar parte do eleitorado insatisfeito com a gestão atual.
Seu salto de 17% para 22% nas intenções de voto reflete um cenário de maior competitividade, especialmente quando analisamos os votos válidos, onde Paes tem 63% contra 25% de Ramagem.
A campanha de Ramagem tem apostado em críticas diretas à segurança pública e na rejeição ao que chama de “política tradicional”, posicionando-se como alternativa ao atual prefeito.
Esse discurso parece estar funcionando, principalmente entre os eleitores que buscam uma mudança mais radical na administração carioca.
Tarcísio Motta, por sua vez, enfrenta dificuldades para manter-se relevante no cenário eleitoral.
Com 4% das intenções de voto, ele tem perdido apoio, o que pode ser um reflexo do aumento de sua rejeição e da falta de conexão com o eleitorado carioca neste ciclo eleitoral.
Sua candidatura, centrada em pautas progressistas e de esquerda, ainda não conseguiu mobilizar uma base sólida capaz de oferecer uma verdadeira terceira via na disputa.
Com três dias para o primeiro turno, Eduardo Paes segue como favorito, mas seu caminho à reeleição já não é tão tranquilo quanto parecia.
O avanço de Ramagem, somado ao desgaste da atual gestão, pode criar um cenário de maior incerteza, especialmente se o candidato do PL conseguir transformar sua rejeição em apoio nas horas finais de campanha.
O desafio de Paes agora é manter sua base de apoio mobilizada e neutralizar a ascensão de Ramagem.
A batalha eleitoral no Rio pode ser resolvida já neste domingo (6).
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.



