Índice de Tópicos
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na última pesquisa Datafolha antes do segundo turno presidencial deste domingo (25). Divulgado neste sábado (24), o levantamento aponta empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais e deixa a disputa aberta até a apuração das urnas.
A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo. O Datafolha entrevistou 4.050 eleitores na sexta-feira (23) e no sábado (24), com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09540/2026.
A fotografia final da campanha mostra uma eleição sem favorito estatisticamente definido. Embora Flávio apareça numericamente à frente, a margem de erro impede afirmar que ele tenha vantagem consolidada sobre Lula.
Flávio avança numericamente, mas empate continua
Na rodada anterior do Datafolha, divulgada na quinta-feira (22), os dois candidatos tinham 50% dos votos válidos cada, em números arredondados. No levantamento final, Flávio passou a 51%, enquanto Lula aparece com 49%.
A diferença de dois pontos percentuais coincide com a margem de erro informada pelo instituto. Portanto, o resultado não permite estabelecer uma liderança estatisticamente conclusiva de nenhum dos candidatos.
Os votos válidos excluem brancos, nulos e eleitores indecisos. É esse o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o vencedor da eleição presidencial. Para conquistar a Presidência no segundo turno, basta obter a maioria dos votos válidos.
A oscilação em relação à pesquisa anterior reforça a importância dos últimos movimentos de campanha, mas não comprova, por si só, uma transferência efetiva de votos de um candidato para o outro.
Abstenção pode decidir uma eleição apertada
Com a disputa concentrada em uma diferença pequena, o comparecimento às urnas ganha importância. No primeiro turno, a abstenção chegou a 21,08% do eleitorado, segundo os dados citados no levantamento publicado pela Folha.
A ausência de eleitores pode alterar o resultado de uma disputa apertada, especialmente se o comparecimento variar entre grupos sociais que apresentam preferências eleitorais distintas. Isso, porém, não significa que seja possível antecipar o efeito da abstenção sem conhecer o comportamento dos eleitores que deixarão de votar.
A mobilização para levar eleitores às urnas tornou-se uma frente importante da campanha de Lula. A estratégia inclui atuação nas redes sociais e iniciativas de mobilização de estudantes e apoiadores.
O desafio das duas campanhas é transformar intenção de voto em comparecimento efetivo. Em uma eleição com diferença estreita nas pesquisas, a participação eleitoral pode ter peso decisivo.
Debate na Globo encerrou a campanha presidencial
O último debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, transmitido pela TV Globo na noite de sexta-feira (23), encerrou a fase central da campanha televisiva antes da votação.
O encontro foi marcado por ataques mútuos, embora em tom mais moderado do que o debate anterior, realizado pela Band. Os candidatos disputaram a narrativa sobre economia, políticas sociais e segurança pública, temas centrais da campanha.
Na reta final, também houve controvérsia envolvendo o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Uma decisão judicial manteve o funcionamento do canal na véspera da eleição, após questionamentos sobre a possibilidade de suspensão da iniciativa.
Outro episódio que marcou os últimos dias foi a discussão sobre a abertura de sigilos, levantada por Lula no debate da Band. A controvérsia chegou ao TSE, que afirmou não caber à Justiça Eleitoral impedir os candidatos de adotar iniciativas dessa natureza, observadas as regras aplicáveis.
Esses acontecimentos dominaram parte da agenda política final, mas a pesquisa não permite determinar isoladamente qual foi o efeito de cada episódio sobre a intenção de voto.
Urnas decidirão entre Lula e Flávio neste domingo
A eleição presidencial deste domingo (25) será decidida pelos votos efetivamente registrados nas urnas, e não pelas projeções das pesquisas. O Datafolha oferece uma referência sobre as intenções de voto coletadas até a véspera, mas não antecipa o resultado oficial.
A diferença numérica de dois pontos entre Flávio Bolsonaro e Lula está dentro da margem de erro. Por isso, o cenário permanece aberto, com a participação eleitoral e a distribuição dos votos entre os dois candidatos no centro da disputa.
O resultado oficial será divulgado pela Justiça Eleitoral durante a apuração. Até lá, qualquer afirmação de vitória antecipada extrapola os dados disponíveis.
Acompanhe a cobertura do segundo turno, as pesquisas e a apuração presidencial no Blog do Esmael.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




