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Datafolha testa se Lula reduziu a distância para Flávio

O Datafolha divulga nesta quinta-feira, 22 de outubro, a terceira pesquisa do segundo turno presidencial, com campo previsto entre 20 e 22 de outubro e 2.520 entrevistas, segundo o calendário de registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O levantamento chega a três dias da votação de 25 de outubro e é o primeiro do instituto depois do debate na Band, em 18 de outubro. Na rodada de 15 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) tinha 51% dos votos válidos e Lula (PT), 49%, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A série do Datafolha desde o primeiro turno mostra aproximação. Em 8 de outubro, Flávio aparecia com 52% a 48% nos votos válidos e 49% a 45% nos totais. Uma semana depois, foram 51% a 49% nos válidos e 47% a 45% nos totais, com 6% de brancos e nulos e 2% de indecisos.

A Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 21 de outubro, registrou Flávio com 45% e Lula com 44%, ante 46% a 44% na rodada anterior. A AtlasIntel, de 19 de outubro, mostrou 51,1% a 48,9% nos válidos, contra 52,8% a 47,2% em 9 de outubro. Os institutos usam metodologias distintas (o Datafolha entrevista presencialmente, a AtlasIntel recruta pela internet), então os números não se comparam diretamente. O que se compara é a direção, e ela é a mesma nos três.

O primeiro ponto a observar é a distância nos votos válidos, o critério usado pela Justiça Eleitoral. Se Flávio mantiver 51% e Lula 49%, o Datafolha confirmará estabilidade dentro da margem. Se a diferença cair para um ponto ou desaparecer, o instituto registrará a aproximação que Quaest e AtlasIntel já apontam. Se voltar a abrir, essa leitura perde força. Em todos os casos, a pesquisa mede intenção de voto em uma data, não prevê resultado.

O segundo ponto é a rejeição. Em 15 de outubro, 46% dos eleitores diziam não votar de jeito nenhum em Lula e 44%, em Flávio. O governo era desaprovado por 50% e aprovado por 48%. A Quaest apontou queda da rejeição de Lula de 53% para 47% em uma semana, enquanto a de Flávio foi de 54% para 52%. O Datafolha mede a rejeição com pergunta e base próprias, e a nova rodada dirá se o movimento aparece também na sua série.

O terceiro ponto é o destino dos votos que ficaram fora do segundo turno. Em 8 de outubro, 46% dos eleitores de Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema diziam votar em Flávio. Segundo o SBT News, Caiado, Cury e Zema declararam apoio a Flávio, e Renan Santos ficou neutro. A Quaest, porém, encontrou entre os eleitores de Cury 48% para Lula e 33% para Flávio. Há ainda o eleitor que não compareceu: mais de 33 milhões de brasileiros ficaram de fora do primeiro turno, cerca de 21% do eleitorado. A AtlasIntel registrou 63,1% de Lula e 21,8% de Flávio nesse grupo, e o Datafolha pergunta sobre a intenção de comparecimento.

No Paraná, o recorte útil é a região Sul. O Datafolha é nacional e não mede o estado isoladamente, mas em 8 de outubro registrou Flávio com 58% e Lula com 35% no Sul. A AtlasIntel apontou 59,5% a 36,1% na região em 19 de outubro. O estado já definiu o governo em 4 de outubro, com a vitória de Sergio Moro (PL), do mesmo partido de Flávio Bolsonaro. A campanha de Lula tenta reduzir a desvantagem local com a frente suprapartidária reunida em Curitiba na terça-feira, 20 de outubro, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, ao lado de Flávio Arns e Gustavo Fruet. O movimento também atriu Rafael Greca, que fez o L com uma publicação nas redes sociais.

O campo do Datafolha termina em 22 de outubro, antes do debate da Globo, marcado para sexta-feira, 23 de outubro, último confronto direto entre os candidatos antes do voto. Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos e Lula, com 45,16%, uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos. Segundo a InvestNews, desde 1989 nenhum candidato que ficou atrás no primeiro turno conseguiu vencer o segundo. A fotografia de quinta-feira vale até as urnas de domingo.

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