A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro descartou a candidatura a um cargo eletivo até 2026, mas ela pretende priorizar sua atuação no PL Mulher, onde ela deverá presidir.
Anteriormente, se especulou uma candidatura dela ao Senado pelo estado de São Paulo. No entanto, ela pulou fora dessa aventura, ao menos temporariamente, porque virou alvo fácil nas redes sociais.
Michelle deseja se concentrar em temas de inclusão social, como trabalhar com deficientes auditivos e em doenças raras, e estimular a filiação feminina no partido. Para isso, ela terá que mudar alguns hábitos e ser mais presente na sede do partido.
O PL nacional é presidido pelo ex-deputado Valdemar da Costa Neto, recém-convertido ao bolsonarismo, que fora base de sustentação nos governos pretéritos de Lula e Dilma.
No Congresso Nacional, embora seja partido do “finado” governo Jair Bolsonaro, o PL já possui uma ala governista. Dos 99 eleitos para serem oposição, ao menos 29 deputados costeiam o alambrado do Palácio do Planalto. Esses parlamentares são considerados “lulistas” dentro da legenda.
Mesmo que queira depois, uma candidatura de Michelle Bolsonaro pode ser implodida em nome desse pragmatismo de Valdemar. Ou seja, pode não durar muito esse projeto político da ex-primeira-dama. A conferir.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




