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Caso Light põe mais lenha na fogueira da reestatização da Eletrobras pelo governo Lula

A empresa de energia Light avisou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que não tem caixa para sustentar suas operações. Essa informação é mais lenha na fogueira da reestatização da Eletrobras pelo governo Lula. A crise também funciona como um balde de água fria nas pretensões de privatizações de companhias estaduais, a exemplo da Copel (Companhia Paranaense de Energia), fetiche do governador do Paraná Ratinho Jr.

Light é uma empresa privatizada e tem entre seus principais acionistas Beto Sicupira e Ronaldo Cezar Coelho. A empresa atende a Região Metropolitana do Rio de Janeiro e afirmou à Aneel que sua concessão tem apresentado geração de caixa insuficiente para garantir sua sustentabilidade.

Beto Sicupira é um dos três que controlam a Americanas, que entrou em recuperação judicial depois de furo contábil de R$ 43 bilhões. Ele é sócio de Jorge Paulo Lemann e Marcel Herrmann Telles na 3G Radar, fundo que é o maior acionista preferencial da Eletrobras, com 10,88%.

Segundo a Light, o principal motivo são as chamadas perdas “não técnicas”, ou seja, furtos (gatos) e a inadimplência. A diferença entre as perdas de energia reais e as perdas regulatórias definidas pela Aneel é um dos principais fatores causadores deste desequilíbrio.

A situação da empresa despertou alerta de investidores recentemente, depois que a companhia contratou a Laplace Finanças. A Laplace recentemente assessorou a Oi durante sua recuperação judicial.

O fato é que o caso Light serve de alerta sobre o salto no escuro que representam as privatizações, principalmente das empresas de energia, água e petróleo. Portanto, o Estado, além de regular, tem a obrigação de garantir o fornecimento desses insumos finitos com qualidade e preços módicos.

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