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Lula mira ausentes e segurança em ato na Paulista

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 11 de outubro, para tentar ampliar a mobilização de eleitores na segunda semana do segundo turno e reforçar a segurança pública como tema de campanha.

O presidente pediu participação de jovens e também de eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo. A estratégia mira uma reserva eleitoral importante: pessoas que não compareceram às urnas ou que ainda não estavam mobilizadas pela disputa final.

O Blog do Esmael apurou que Lula prometeu ampliar a atuação federal na segurança pública e resumiu a mensagem com proteção para trabalhadores e prisão para criminosos.

A fala ocorre num momento em que pesquisas do segundo turno colocam Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente. Para Lula, portanto, não basta consolidar os votos obtidos no primeiro turno; a campanha precisa buscar eleitores fora da base tradicional e reduzir a abstenção.

O movimento de rua também contrasta com a agenda de Flávio Bolsonaro no mesmo domingo. O candidato do PL reuniu-se com o governador Tarcísio de Freitas, prefeitos e vereadores paulistas para ampliar apoio institucional e capilaridade municipal.

A diferença de método desenha o conflito político do dia: Lula tenta recuperar energia nas ruas e ativar eleitores facultativos ou ausentes, enquanto Flávio fortalece a rede de prefeitos e lideranças locais.

O ato também teve impacto sobre a guerra judicial. Lula criticou a decisão de Kassio Nunes Marques que havia suspendido o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Horas depois, o corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva reativou o canal e levou o caso ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral.

Com a eleição marcada para 25 de outubro, as duas campanhas entram numa fase em que cada movimento precisa produzir conversão em voto. Rua, redes, propaganda e alianças municipais passam a funcionar como peças de uma mesma disputa.

Acompanhe no Blog do Esmael os atos de campanha, as pesquisas e os bastidores que ajudam a medir a capacidade de reação de Lula e a tentativa de Flávio Bolsonaro de preservar a vantagem.