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Frentistas de PR e SP declaram apoio a Lula em plenária sindical em Foz

Entidades que representam trabalhadores de postos de combustíveis do Paraná e de São Paulo aprovaram apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a 1ª Plenária Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Frentistas dos dois estados, realizada em Foz do Iguaçu, nos dias 10 e 11 de setembro de 2026.

A decisão consta da chamada “Carta de Foz do Iguaçu”, documento aprovado ao final do encontro que reuniu representantes sindicais de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A plenária foi convocada pela Federação dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de São Paulo (Fepospetro) e pela Federação dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado do Paraná (Fepetro).

No documento, as entidades afirmam que a categoria deve “cerrar fileiras” em torno de um projeto democrático e soberano que, segundo a carta, é representado por Lula, que disputa um quarto mandato presidencial.

A manifestação coloca os sindicatos dos frentistas no debate eleitoral de 2026 e associa o apoio ao presidente a uma agenda trabalhista que inclui emprego, direitos, combate à pejotização e à terceirização e redução da jornada.

Lairson Sena, presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo e Lojas de Conveniências de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral (Sinpospetro), está entre as principais lideranças paranaenses da categoria.

Carta cita eleição presidencial e direitos trabalhistas

A resolução política aprovada em Foz sustenta que a eleição de Lula seria, para os trabalhadores, uma questão estratégica diante da disputa de projetos no país.

O texto afirma que a reeleição do presidente é “vital” para a classe trabalhadora e também defende a ampliação das bancadas parlamentares comprometidas com reivindicações trabalhistas e sindicais.

As federações afirmam que atuarão na mobilização e na orientação da categoria durante o processo eleitoral. A carta define as entidades como “braços políticos da categoria”, com a missão de unir e mobilizar os trabalhadores.

A posição política é acompanhada por uma pauta sindical. Entre as principais bandeiras estão o fim da escala 6×1, o combate ao feminicídio e à discriminação nos locais de trabalho e a defesa dos empregos dos frentistas.

Outro ponto destacado é a manutenção da Lei 9.956, de 2000, citada pelas entidades como instrumento de proteção da profissão.

Categoria amplia atuação política

A plenária ocorreu em um momento de disputa eleitoral nacional e de mobilização dos trabalhadores em torno da jornada de trabalho. A pauta do fim da escala 6×1 também aparece entre as prioridades defendidas publicamente por Lairson Sena.

Em março, durante a campanha salarial de 2026, o presidente do Sinpospetro Curitiba já havia destacado a reivindicação por melhores condições econômicas e sociais para os frentistas.

A organização sindical também integra a estrutura nacional da categoria. Sena ocupa a Secretaria de Negociação Coletiva da Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Fenepospetro).

A “Carta de Foz do Iguaçu” encerra a plenária convocando os trabalhadores a participar das mobilizações sindicais e eleitorais. O documento apresenta a união da categoria como instrumento para defender emprego, direitos e valorização profissional.

O apoio declarado a Lula, portanto, não aparece isoladamente na resolução. Ele está vinculado a uma estratégia sindical que pretende transformar as reivindicações trabalhistas em agenda política durante a eleição presidencial de 2026.

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