Irã bombardeia Israel e promete retaliação total após mortes de generais

O Irã lançou nesta sexta-feira (13) uma das maiores ofensivas militares de sua história recente contra Israel, com mais de 100 mísseis disparados simultaneamente contra bases militares nos territórios israelenses. A operação foi batizada de “Promessa Verdadeira III” pelo Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), como resposta direta aos bombardeios israelenses que mataram ao menos sete líderes iranianos de alto escalão, incluindo generais e cientistas nucleares.

As imagens da TV estatal e de redes sociais mostram colonos correndo para abrigos, enquanto o sistema Iron Dome tentava interceptar o ataque. O Irã confirmou que a ação foi coordenada em honra ao Eid al-Ghadir, data sagrada para os xiitas. Segundo Teerã, a operação utilizou mísseis balísticos de precisão e drones avançados, lançados de múltiplos pontos do território iraniano.

“Eles começaram esta guerra. Agora, terão que provar que podem terminá-la”, disse o aiatolá Ali Khamenei em pronunciamento à nação.

Generais e cientistas mortos: Israel atinge o coração da cadeia de comando iraniana

O estopim da ofensiva iraniana foi o assassinato de figuras-chave do regime, em ataques aéreos israelenses na madrugada de quinta para sexta-feira:

  • Major-general Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas
  • General Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária
  • Brigadeiro Amir Ali Hajizadeh, chefe da Divisão Aeroespacial do IRGC
  • General Gholam Ali Rashid, membro do alto comando militar

Além deles, três cientistas proeminentes ligados ao programa nuclear — Dr. Fereydoon Abbasi, Dr. Mohammad Mehdi Tehranchi e Dr. Abdolhamid Minoucher — foram mortos em ataques específicos com armamento guiado.

O governo israelense não confirmou oficialmente os assassinatos, mas fontes do exército divulgaram que “alvos estratégicos foram atingidos com sucesso”.

Khamenei ordena resposta “incontrolável” e promete deixar Israel “desamparado”

Em tom de guerra, o líder da Revolução Islâmica, Aiatolá Khamenei, afirmou que “a vida será sombria” para os israelenses e classificou o ataque de Tel Aviv como “crime de guerra calculado”. Segundo ele, a ofensiva iraniana é apenas o início da resposta.

O comunicado do IRGC afirma que a retaliação foi uma “ação defensiva e precisa, respaldada pela fé da nação iraniana e pela autoridade do Comandante Supremo”. A operação foi conduzida sob o codinome “Ya Ali ibn Abi Talib”, em referência ao primeiro imã do Islã xiita, o que reforça o simbolismo religioso da resposta.

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Defesa aérea israelense foi ultrapassada, dizem imagens verificadas

Vídeos divulgados por fontes iranianas e confirmados por agências ocidentais mostram mísseis penetrando múltiplas camadas da defesa aérea israelense, inclusive o Iron Dome e sistemas mais modernos. O Irã também afirma ter abatido dois caças F-35 israelenses durante os confrontos — embora Tel Aviv ainda não tenha confirmado a informação.

A operação atingiu bases aéreas, centros militares e postos de comando avançado. Imagens de satélite mostram colunas de fumaça subindo de locais estratégicos próximos a Ashkelon, Tel Aviv e ao norte da Cisjordânia.

fordo-nas-proximas-48h">Projeção: Israel pode atacar Fordo nas próximas 48h

Fontes diplomáticas em Washington e Jerusalém indicam que o próximo movimento de Israel poderá ser o ataque à instalação subterrânea de Fordo, considerada a última linha de defesa do programa nuclear iraniano. Localizada sob uma montanha, Fordo exigiria bombas destruidoras de bunkers — e uma eventual ação coordenada com os EUA.

A inteligência israelense considera que, se não atacar Fordo agora, o Irã terá capacidade de produzir uma ogiva nuclear em menos de seis meses. A Força Aérea de Israel já colocou unidades de elite em prontidão total.

A história pode estar virando — e o mundo deve prestar atenção

A “Promessa Verdadeira III” marca um divisor de águas na guerra velada entre Israel e Irã. O que antes era uma guerra por procuração ganhou contornos de confronto direto entre dois dos exércitos mais poderosos do Oriente Médio. A escalada é evidente, os riscos são globais.

A pergunta que se impõe: os EUA tentarão conter o aliado israelense ou serão arrastados para mais um conflito regional?

Neste momento, é fundamental manter vigilância crítica sobre os discursos oficiais, ampliar o debate público e reforçar o jornalismo independente como ferramenta para a democracia e a paz.

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