Horas após o anúncio de que motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista entrariam em greve a partir da 0h desta quarta-feira (3/7), uma reviravolta: a paralisação foi suspensa após um acordo costurado entre sindicalistas e o presidente da Câmara Municipal, vereador Milton Leite (União Brasil), nesta noite.
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Os empregados, representados pelo SindMotoristas, solicitaram um reajuste de 3,69% pela inflação, mais 5% de aumento real e reposição das perdas salariais ocorridas durante a pandemia de Covid-19. No acordo, foi oferecida a redução da jornada de trabalho e, na próxima semana, haverá uma nova reunião para negociar as demais pautas, conforme o presidente do SindMotoristas, Edivaldo Santiago.
A Justiça do Trabalho determinou que, mesmo em caso de greve, os grevistas deveriam garantir o funcionamento de 100% da frota nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e no mínimo 50% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, seria aplicada uma multa diária de R$ 100 mil ao SindMotoristas e ao sindicato das empresas de transporte coletivo (SPUrbanuss).
Segundo a decisão judicial, os trabalhadores não deveriam impedir ou criar obstáculos às saídas dos ônibus das garagens, à circulação e ao acesso pelos passageiros. E caberia às empresas de transporte coletivo disponibilizar os veículos para a prestação dos serviços.
A Prefeitura de São Paulo manteve a suspensão do rodízio de veículos, embora tenha corrigido uma informação anterior, esclarecendo que não foi decretado ponto facultativo nesta quarta-feira, e haverá expediente normal.
O acordo alcançado é temporário e as negociações continuam, com uma nova reunião agendada para a próxima semana. A expectativa é que se chegue a um consenso que atenda às demandas dos trabalhadores sem causar maiores transtornos à população que depende do transporte público na cidade de São Paulo.
A suspensão da greve representa um alívio temporário para os usuários do transporte público em São Paulo, mas destaca a importância de soluções duradouras para as demandas dos trabalhadores do setor. A continuidade das negociações será chave para evitar futuras paralisações e garantir um serviço de qualidade para a população.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




