Uma ação coordenada envolvendo explosões de pagers distribuídos para membros do Hezbollah no Líbano deixou um rastro de destruição ontem (terça-feira,17) e hoje (quarta, 18). Com ao menos 14 mortos e 450 feridos, o ataque reacendeu as tensões na região e gerou acusações de envolvimento de Israel.
O incidente dos pagers marca uma das maiores falhas de segurança do grupo Hezbollah desde o início do conflito em outubro de 2023.
Os dispositivos explosivos foram importados da Gold Apollo, de Taiwan, mas, segundo a própria empresa, os pagers foram fabricados na Hungria pela BAC Consulting KFT. Relatos apontam que Israel teria inserido explosivos próximos à bateria dos aparelhos, possibilitando a detonação remota com uma mensagem falsa que simulava uma comunicação interna do Hezbollah.
Ação Secreta
As explosões foram desencadeadas por uma mensagem enviada por volta das 15h30, no horário local, ativando a carga explosiva de menos de 50 gramas embutida nos pagers. O ataque se destacou pela sofisticação técnica, com os explosivos sendo quase indetectáveis, conforme revelado por emissoras locais.
Entre as vítimas, uma menina de 9 anos, Fatima Abdullah, se tornou símbolo da tragédia. Autoridades libanesas pedem para que todos os cidadãos descartem imediatamente qualquer pager em sua posse.
A operação evidencia a capacidade técnica de Israel, mas analistas questionam os objetivos estratégicos a longo prazo, já que a escalada de violência entre os dois lados parece longe de uma resolução.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




