É falso que a Globo “afrouxou” para Lula; entenda essa ilusão

Muitos leitores do Blog do Esmael indagam se a Globo e os demais jornalões da velha mídia estão “aliviando” para o ex-presidente Lula, nas vésperas de uma eventual derrota do presidente cessante Jair Bolsonaro.

Primeiramente, é falso que a Globo “afrouxou” para Lula ou para candidaturas de esquerda.

“Ouro de tolo’, portanto.

Nem Globo, nem Folha, Estadão et caterva afrouxaram para Lula.

Pelo contrário.

Eles travam uma cruenta guerra ideológica, que não é fácil identificá-la a olho nu.

Os jornalões paulistanos – Folha e Estadão – acreditam que podem levar a disputa entre Lula e Bolsonaro para o segundo turno.

A “terceira via” eminentemente feminina tem o objetivo de tirar votos femininos de Lula, depois que se identificou uma flexibilidade desse eleitorado.

Bolsonaro cresceu seis pontos entre as mulheres em um mês, segundo o Datafolha.

Então, por que raios a Globo e demais emissoras de rádio e televisão têm dado mais espaços nos telejornais e entrevistas para Lula e candidatos de esquerda?

Ora, porque a lei eleitoral impõe tratamento formalmente igual nesse período especial.

Por exemplo, no calendário eleitoral, a partir de sábado, 6 de agosto, a lei determina:

Data a partir da qual é vedado às emissoras de rádio e de televisão, em sua programação normal e em seu noticiário (Lei nº 9.504/1997, art. 45, I, III, IV, V e VI; vide ADI nº 4.451 e Res.-TSE nº 23.610/1, art. 43):

I – transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou de qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o(a) entrevistado(a) ou em que haja manipulação de dados;

II – veicular propaganda política;

III – dar tratamento privilegiado a candidata, candidato, partido político, federação ou coligação;

IV – veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidata, candidato, partido político, federação ou coligação, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos;

V – divulgar nome de programa que se refira a candidata ou candidato escolhido(a) em convenção, ainda quando preexistente, inclusive se coincidente com seu nome ou nome escolhido para constar da urna eletrônica, hipótese em fica proibida sua divulgação, sob pena de cancelamento do respectivo registro.

Como se vê, não há refresco na disputa eleitoral da parte da velha mídia, que continua prefererindo Bolsonaro a Lula.

O que os jornalões tentam fazer é segmentar o eleitorado para tirar votos do ex-presidente, que lidera as pesquisas de intenção de votos.

Ou seja, a Globo e a velha mídia continuam conspirando contra Lula e contra o Brasil.

Pensar diferente é se iludir e deixar se enganar nessa luta ideológica.

Em tempo: ideologia nada mais é do que a falsa representação da verdade, que camufla a realidade objetiva.

Blog do Esmael, notícias verdadeiras.

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