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Dólar dispara a R$ 5,87 em ataque especulativo sem sentido

Amigos e amigas, nesta sexta-feira (1º), vimos o dólar fechar em R$ 5,87, a maior cotação dos últimos quatro anos e meio. Mas será que esse movimento faz sentido ou estamos diante de mais um ataque especulativo sem fundamento?

Primeiramente, é importante lembrar que o Banco Central já havia se comprometido a manter a moeda americana no patamar de R$ 5,20 até o distante ano de 2027. Isso deveria trazer segurança monetária, especialmente para a negociação de commodities como soja e milho, que são pilares do agronegócio.

Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, garantiu ao “mercado” que a taxa Selic permanecerá em torno de 10% até 2027. Esse cenário estável é um prato cheio para os fundos de investimento, especuladores e banqueiros, que podem planejar seus movimentos com previsibilidade.

Então, por que essa alta repentina do dólar?

A tendência é que volte à cotação próxima aos R$ 5,20 na semana que vem.

Os grandes players do mercado financeiro alegam uma “frouxidão” no ajuste fiscal, apontando que o governo Lula estaria gastando mais do que arrecada. Eles sugerem que isso comprometeria, a longo prazo, o pagamento de juros e amortizações da dívida pública interna.

Mas vamos aos números: segundo o Portal da Transparência do Governo Federal, os juros e amortizações consumirão impressionantes 61,42% do orçamento de 2024, que é de R$ 5,4 trilhões. Isso significa que R$ 3,3 trilhões irão diretamente para os cofres dos especuladores e banqueiros.

Enquanto isso, áreas essenciais como Saúde, Educação e Trabalho ficam com migalhas. A Saúde receberá apenas R$ 225 bilhões, a Educação R$ 168 bilhões e o Trabalho R$ 111 bilhões. É um contraste gritante que evidencia onde estão as prioridades.

Esse cenário levanta a pergunta: quem realmente está comprometendo o futuro econômico do país? O governo que busca investir em áreas sociais ou os especuladores que drenam a maior parte dos recursos?

A luta desses especuladores, caro leitor, é pelo nosso Orçamento. Eles querem ficar com o nosso dinheiro, enquanto ficamos na fila do osso.

AtlasIntel mostra Moro com 49,1%, Requião Filho com 28,2% e Sandro Alex com 18,6% no Paraná
Fonte: Portal da Transparência do Governo Federal

É claro que a estabilidade econômica é fundamental. Mas não podemos aceitar passivamente movimentos especulativos que não refletem a realidade dos fundamentos econômicos. A alta do dólar neste momento parece mais uma manobra para pressionar o governo e influenciar políticas que favoreçam o mercado financeiro em detrimento do bem-estar da população.

Precisamos ficar atentos e questionar os verdadeiros interesses por trás desses movimentos. Afinal, como bem sabemos, o tal “mercado” tem suas agendas, e nunca elas estão alinhadas com os interesses do povo brasileiro.

E você, o que acha dessa alta do dólar? Compartilhe sua opinião nos comentários e vamos fortalecer o debate!

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