O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (31) que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,4% no terceiro trimestre de 2024, o menor índice para o período desde o início da série histórica em 2012. Esse resultado sinaliza não apenas uma recuperação do mercado de trabalho, mas também reflete um aquecimento significativo da economia brasileira.
Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, a queda na desocupação está diretamente associada ao aumento do consumo e ao desempenho positivo de diversos setores econômicos. “Não é uma melhoria isolada; observamos um fortalecimento que vem desde a segunda metade de 2022 e se intensifica em 2023”, afirma.
O presidente Lula (PT) reverberou a taxa de desemprego em 6,4%, o menor índice desde 2013. Em setembro de 2024, foram gerados 247 mil novos empregos, um aumento de 21% em relação ao ano passado. Com trabalho e diálogo, estamos construindo juntos um país melhor, com mais oportunidades”, disse ele.
A indústria, o comércio e os serviços têm apresentado crescimento consistente, contribuindo para a geração de vagas formais e informais. O número de pessoas ocupadas atingiu um recorde de 103 milhões, com destaque para os 39 milhões de empregados com carteira assinada e os 14,3 milhões sem carteira, ambos os maiores números desde o início da série histórica.
O economista Rodolpho Tobler, do FGV IBRE, destaca que “o mercado de trabalho está mais aquecido do que se previa no início do ano, impulsionado por uma economia que se expande de forma mais homogênea entre os setores. Tobler acrescenta que há possibilidade de a taxa de desemprego fechar o ano abaixo de 6,3%, mínimo histórico registrado no final de 2013.
Apesar do aumento na ocupação, a renda média habitual do trabalhador brasileiro permaneceu estável, situando-se em R$ 3.227. Esse fator pode indicar uma desaceleração no ritmo de crescimento econômico, embora ainda seja cedo para afirmar uma tendência. A estabilidade da renda pode ser explicada pela incorporação de trabalhadores informais, que geralmente recebem salários menores”, explica Beringuy.
O desafio agora é manter o ritmo de geração de empregos sem pressionar a inflação. O aquecimento do mercado de trabalho favorece o consumo das famílias, mas também pode gerar impacto nos preços. Economistas alertam para a necessidade de políticas que equilibrem o crescimento econômico com a estabilidade inflacionária.
O governo federal tem adotado medidas para estimular a economia, como investimentos em infraestrutura e programas de incentivo ao consumo. Essas ações têm surtido efeito na redução do desemprego e no aumento da atividade econômica. No entanto, a manutenção desse cenário depende de uma série de fatores, incluindo a política monetária e o contexto internacional.
Parlamentares da base governista celebraram os dados positivos, atribuindo os resultados aos esforços do governo em reaquecer a economia e melhorar as condições de vida da população. “Com Lula, o nível de emprego bate recorde atrás de recorde. É renda, emprego, desenvolvimento social e econômico”, declarou o deputado Padre João (PT-MG).
A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), abservou que “Apenas em setembro, o Governo Lula gerou 247 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, aumento de 21% em relação ao ano passado. Essa é a política do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, sem briga ou discurso de ódio, reconstruir o Brasil, criar oportunidades para todos e todas”, publicou a dirigente petista em suas redes sociais.
A queda na taxa de desemprego para 6,4% no terceiro trimestre é um indicativo sólido de que a economia brasileira está em recuperação. O desafio agora é assegurar que esse crescimento seja sustentável, promovendo não apenas a geração de empregos, mas também a melhoria na renda e na qualidade de vida dos trabalhadores. O cenário é promissor, mas exige atenção e planejamento para que os avanços conquistados sejam mantidos e ampliados.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




