Dilma é reeleita presidente do Banco do Brics

brics-ate-2030">Dilma Rousseff continua no comando do banco dos BRICS até 2030

Dilma Rousseff foi reeleita presidente do Banco do Brics nesta segunda-feira (24), garantindo mais cinco anos no comando da instituição até 2030. A decisão foi anunciada diretamente de Xangai, sede do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). Indicada inicialmente por Lula em 2023, Dilma assume agora seu primeiro mandato completo à frente da instituição financeira criada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Criado em 2014, o Banco do Brics tem se destacado como alternativa às instituições financeiras tradicionais, como FMI e Banco Mundial, especialmente após a crise global de 2008. Dilma Rousseff assumiu a presidência do banco em março de 2023 após indicação de Lula, substituindo Marcos Troyjo, nomeado durante o governo Bolsonaro.

A recondução de Dilma acontece em circunstâncias especiais. Pela regra do rodízio, a Rússia teria direito de indicar o novo presidente do NDB, mas Vladimir Putin preferiu ceder sua vez devido à guerra na Ucrânia, evitando possíveis desgastes políticos com os demais membros do grupo.

Banco Brics já aprovou cerca de 32,8 bilhões de dólares em projetos, sendo 5,2 bilhões apenas para o Brasil. Foto: Brics

A ministra Gleisi Hoffmann celebrou a notícia nas redes sociais, destacando o papel decisivo de Dilma na condução de políticas que fortalecem o desenvolvimento sustentável dos países emergentes. “Sob sua direção, o Banco dos BRICS cumpre um papel fundamental para nossos países”, afirmou a ministra.

O presidente Lula já havia destacado a importância histórica da ex-presidente brasileira ao assumir a liderança de uma instituição global. Dilma, primeira mulher presidente do Brasil, reforça sua posição como liderança feminina forte na política internacional.

A reeleição de Dilma marca uma continuidade estratégica para o Brasil no cenário econômico global. O país, que assumiu a presidência rotativa do grupo em 2025, reforça seu papel de liderança e influência internacional, especialmente em um momento de expansão do BRICS com novos membros como Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia.

Nos próximos cinco anos, Dilma deve intensificar investimentos em projetos sustentáveis, reforçar a presença global do banco e ampliar financiamentos para infraestrutura verde. Com capital atual de 100 bilhões de dólares, o banco já aprovou cerca de 32,8 bilhões de dólares em projetos, sendo 5,2 bilhões apenas para o Brasil.

Entre os objetivos estratégicos estão:

  • Investimentos robustos em energias renováveis
  • Ampliação da infraestrutura sustentável
  • Fortalecimento das economias emergentes no cenário global
  • Promoção de alternativas ao sistema financeiro tradicional

A reeleição de Dilma Rousseff consolida o Banco do Brics como peça-chave para o desenvolvimento sustentável global. Ao investir em sustentabilidade e infraestrutura, Dilma posiciona o banco como protagonista da transição energética e da justiça econômica internacional.

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Novo Banco de Desenvolvimento foi criado em 2014 na Cúpula do BRICS na cidade de Fortaleza, Brasil | Foto: Roberto Stuckert Filho