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Contra apagão, Lula compra energia da Venezuela; enquanto isso, Copel será privatizada

Nós, do Blog do Esmael, temos o prazer de trazer a você uma análise abrangente sobre a decisão do presidente Lula de permitir a importação de energia da Venezuela para Roraima. Essa medida é um marco na integração energética da América Latina, impulsionando o desenvolvimento econômico e garantindo maior segurança energética para o Brasil.

Antes, porém, gostaríamos de ressaltar uma aparente contradição entre o discurso de Lula com seus ministros, que deixam ou acelaram a privatização que são fundamentais à seguranção energética.

O presidente disse em seu discurso nesta sexta (4/8), em Parantins (AM), que desenvolve uma política de combate à “pobreza energética” ao relançar programas como o Luz Para Todos e importar energia da Venezuela.

No entanto, a privatização da Copel (Companhia Paranaense de Energia), prevista para o dia 10 de agosto, vai ampliar justamente a pobreza energética que é combatida pelo presidente Lula, haja vista a interrupção do ciclo da tarifa mais baixa, da empresa mais lucrativa e eficaz do país com essa venda.

Nunca é demais lembrar dos apagões ocorridos no Amapá e em Pelotas, no Rio Grande do Sul, bem como a insegurança energética em Roraima, qual seja, ‘do Oiapoque ao Chuí’ o Brasil corre o risco de ficar no escuro.

Voltemos à importação da energia autorizada hoje pelo mandatário.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a determinação do presidente Lula em promover a integração regional na questão energética. Com a volta da parceria com Caracas, Roraima, que é o único estado brasileiro ainda não conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), será diretamente beneficiado, recebendo energia da hidrelétrica de Guri, na Venezuela.

A importação de energia da Venezuela é uma solução crucial para Roraima, que atualmente depende da geração de usinas a óleo combustível e a gás, resultando em tarifas mais elevadas para a população. Com a interligação ao SIN e o uso da energia da hidrelétrica venezuelana, espera-se uma redução significativa nos custos e uma maior estabilidade no fornecimento energético.

A parceria com a Venezuela foi interrompida em 2019 devido a divergências ideológicas entre o governo brasileiro anterior e o governo de Nicolás Maduro. No entanto, a retomada dessa parceria está alinhada com o objetivo de integrar Roraima ao SIN, fortalecendo os laços energéticos entre os dois países e promovendo maior estabilidade na região.

Essa decisão também faz parte de uma agenda de integração que inclui o gás natural da Bolívia e da Argentina. O linhão Manaus-Boa Vista, cujas obras serão inauguradas em julho, conectará Roraima ao sistema, encerrando o isolamento energético do estado. Esse projeto representa um avanço significativo para a segurança energética do país.

É importante ressaltar que a retomada da importação de energia da Venezuela – embora perpetue a dependência – traz benefícios não apenas para Roraima, mas para todo o Brasil. A redução dos custos de geração e distribuição de energia na região supostamente contribui para a diminuição das tarifas de energia em todo o país, aliviando o ônus dos consumidores.

O ministro Silveira defende a importância de investimentos externos quando estes garantem fornecimento de energia a preços competitivos e sustentáveis. Isso reforça a relevância de buscar fontes de energia limpa, renovável e acessível na América do Sul, a fim de fortalecer a segurança energética do Brasil e impulsionar seu desenvolvimento econômico. Em português claro, o ministro de Minas e Energia ressalta a aposta na privatização do sistema energético – um verdadeiro salto no escuro, portanto.

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