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Como interpretar o novo ministério para Paulo Pimenta reconstruir o RS

O presidente Lula (PT) fez um golaço ao anunciar a criação do Ministério de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, que será ocupado pelo ministro Paulo Pimenta.

Pimenta deixará a SECOM (Secretaria da Comunicação Social), que passará a ser ocupada por Laércio Portela, secretário-adjunto de imprensa da Presidência da República.

A mudança também ajusta a SECOM, que vinha sendo alvo de fortes ruídos, amplificados com a falta de marca do governo e queda na popularidade do presidente Lula.

A definição de Pimenta para um ministério específico sobre o RS se justifica pelo montante superior a R$ 100 bilhões, que o governo federal disponibilizou para recuperar o estado devastado pelas chuvas e enchentes.

Não faria sentido algum a República despender bilhões necessários para a reconstrução do RS e não capitalizar politicamente absolutamente. Portanto, a “intervenção” do governo federal poderá estabelecer uma nova narrativa sobre a tragédia climática na região Sul do país.

Além disso, a caneta dos investimentos para a reconstrução do RS ficaria nas mãos de Pimenta, virtual candidato do PT ao Palácio Piratini, a sede do governo gaúcho.

Lula está levando muito a sério a reconstrução do Rio Grande do Sul. Tanto é que ele embarcou rumo ao Sul, nesta quarta-feira (15/5), pela terceira vez desde o início da calamidade climática no estado. O presidente deverá anunciar mais ajudas e o novo Ministério de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul.

Moral da história: ao definir Pimenta para o Ministério do RS, o presidente Lula matou dois coelhos com uma mesma cajadada, pois abre oportunidade para ajustes finos na SECOM.

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