Como a velha mídia entra em campanha pela reeleição de Bolsonaro e você nem percebe

A aparência é uma coisa, a essência outra.

Não se julga um iceberg apenas por sua ponta, pois a parte submersa pode ser infinitamente maior do que supõe a vã filosofia.

A velha mídia corporativa sempre esteve na campanha pela reeleição do presidente cessante Jair Bolsonaro (PL).

Aparentemente, a Globo e os jornalões são “contrários” à permanência do ‘Coiso‘ no Palácio do Planalto.

Mas, essencialmente, os barões da mídia lutam como podem para manter o atual estado de coisas e o próprio Bolsonaro.

Eles são favoráveis a Bolsonaro, logo eles são contrários à ideia de Lula na Presidência.

Os bancos têm propriedade cruzada com os veículos de comunicação.

PagBank, por exemplo, é dono da Folha/UOL/Datafolha, enquanto BTG Pactual controla a revista Veja.

Os banqueiros nunca mamaram tanto na teta do Orçamento Público como nos últimos quatro anos.

Como a velha mídia ilude o distinto público para não mostrar que está na campanha pela reeleição de Bolsonaro?

Ora bolas, carambolas.

Os jornalões focam os supostos problemas nacionais em questões periféricas, não essenciais.

O YouTube removeu conteúdo do presidente sobre urna eletrônica, etc., ou ameaçou dar um golpe, pode não reconhecer o resultado das eleições 2022. Isso tem consumido muito a atenção do navegante, do leitor, do telespectador…

A velha mídia quer reduzir o debate sobre o futuro da nação a um problema de rede social, como se fosse um “deslike”, uma descurtida, um cancelamento, uma desavença virtual, uma fake news, porém o impacto na vida das pessoas é muito real.

Não pode – em hipótese alguma – o projeto de Brasil ser delegado a uma empresa de aplicação de internet, que decide o que é removido [censurado] ou não.

A remoção de conteúdo – seja de Bolsonaro ou de Lula – deve ser precedida de decisão judicial.

À luz do Direito pátrio, excluir conteúdo sem deicsão judicial fundamentada constitui “censura prévia”, que é vedada pela Constituiçao Federal da República.

Mas os desvios de atenção são esforços velados para não se discutir com seriedade a crise econômica, a volta da fome e da miséria, a carestia, a inflação, a precarização do trabalho e a semiescravidão do trabalhador.

Em qualquer país do mundo democrático, a atual pauperização da sociedade já teria derrubado o governo ao menos vinte vezes.

A censura prévia praticada por empresas de aplicação na internet, portanto, faz parte do show para desviar a atenção do que realmente interessa aos brasileiros.

A escassez de remédios é algo bastante concreta a ser discutida no País durante as eleições de 2022, haja vista que pessoas estão morrendo por deficiência no oferecimento da saúde pública.

“Bozo” é um personagem criado para desviar a atenção.

Segue o circo.

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