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Brasil e Alemanha fecham aporte de 500 milhões ao Fundo Clima

Os governos do Brasil e da Alemanha assinaram na segunda-feira (20) uma declaração conjunta que abre caminho para um aporte de até 500 milhões de euros ao Fundo Clima. O dinheiro deve ser viabilizado pelo banco alemão KfW.

O fundo é operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e tem coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O anúncio foi feito em Hanôver, durante a agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na cerimônia, participaram o ministro interino do MMA, João Paulo Capobianco, e a ministra da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, Reem Alabali-Radovan. Também estiveram presentes representantes do BNDES e do KfW.

A declaração se soma a uma frente de apoio que já envolve a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e a italiana Cassa Depositi e Prestiti (CDP). A ideia é financiar projetos, estudos e iniciativas para reduzir emissões de gases de efeito estufa e adaptar o país aos impactos da crise climática.

Segundo o governo, o Fundo Clima mobilizou R$ 52,4 bilhões desde 2023. Em 2025, o mecanismo alavancou R$ 34,6 bilhões em iniciativas ligadas à transição energética, indústria verde, mobilidade sustentável, florestas nativas, recursos hídricos e inovação verde.

Capobianco disse que a decisão alemã mostra confiança nos investimentos do Plano de Transformação Ecológica. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a assinatura em Hanôver reforça a cooperação histórica com a Alemanha e a transição ecológica global.

Politicamente, o governo tenta transformar o Fundo Clima em vitrine de financiamento verde e atrair dinheiro externo para sustentar a agenda ambiental e industrial. O aporte ainda depende da formalização do investimento pelo lado alemão.

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