Bolsonaro surta com a iminente derrota para Lula

O presidente cessante Jair Bolsonaro (PL) tem revezado entre surto e paúra diante da iminente derrota para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os arroubos e ameaças revelam um inquilino do Palácio do Planalto psicologicamente frágil, que não tem forças ou condições de liderar um golpe. É um soldadinho de papel, um golpista sem CPF.

Bolsonaro não conseguiu uma ruptura com os especuladores, que espoliam os consumidores de combustíveis do país. Vide o caso da Petrobras. Portanto, não tem competência sequer para liderar um golpe de Estado.

Flertando com a derrota, Bolsonaro ameaça entregar a faixa somente se houver eleição transparente [leia-se, se ele vencer].

As pesquisas de intenção de votos [Datafolha, por exemplo] apontam para a vitória de Lula no primeiro turno.

– Não podemos terminar umas eleições onde um lado não vai se satisfazer com o resultado – ensaiou numa cerimônia no Palácio do Planalto, que lançou medidas de incentivo à legalização do casamento civil.

– Que eleições são essas? Eu sou do tempo em que eleições se ganhavam quem tinha voto nas urnas. Agora, parece que [quem ganha] é quem tem amigos no TSE. E lá tem uma sala cofre, que ninguém entra. A apuração é um ato público. Qualquer um de vocês têm que entender como são feitas as apurações. [Mas] Ninguém sabe – disparou, colocando em dúvida a lisura do processo eleitoral de outubro.

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Bolsonaro ainda continuou os ataques contra a Justiça Eleitoral e o STF:

– Pode ser que seja feita corretamente [as apurações]? Pode. Mas não podemos ter a suspeição. Não podemos terminar umas eleições onde um lado não vai se satisfazer com o resultado. E olha que eu sou o chefe do Poder Executivo. O que seria normal é o chefe de Poder Executivo [lutar] para permanecer no Poder. Entrego para qualquer um a faixa. Mas tem que ganhar no voto. Voto transparente – disse.

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Ensandecido, Bolsonaro ainda chamou hoje o ministro do STF Edson Fachin de “marxista-leninista” e “advogado do MST”. A ideia do presidente é açular sua base eleitoral.

– O que eles querem, uma ruptura? Aqui não tem ninguém mais homem do que outro, mas nós não podemos nos curvar – diparou Bolsonaro, chamando Fachin, na sequência, de “marxista-leninista, advogado do MST”.

– É o ministro que soltou o Lula – surtou Bolsonaro, referindo-se a Fachin.

O diabo é que Bolsonaro não tem força política para cumprir suas ameaças de ruptura porque o país vive a pior crise econômica de sua história. O radicalismo neoliberal do governo impôs desemprego, concentração de renda nas mãos dos mais ricos, volta da fome e da miséria, combustíveis caros, enfim, instituiu a república dos bancos.

Para Bolsonaro, Fernando Francischini (União-PR) não deveria ser cassado por disseminar fake news.

– Se fosse assim, Globo e Folha deveriam ser fechados – comparou o presidente.

Assista ao trecho do discurso de Bolsonaro: