Bolsonaro pode enfrentar “apagão” de diesel no segundo semestre

O semblante do presidente cessante Jair Bolsonaro (PL) no pronunciamento sobre combustíveis, na noite de segunda-feira (06/06), revelou a tensão que ronda o Palácio do Planalto, que teme “apagão” de diesel no segundo semestre.

Em termos práticos, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) alerta que o Brasil tem reserva do combustível por apenas 14 dias. Ou seja, entre julho e agosto poderá faltar diesel para o abastecimento caminhões nos postos de todo o país.

Como o leitor sabe, a logística que escoa produtos brasileiros funciona em quatro rodas. Sem diesel, poderá haver desabastecimento de alimentos e os preços nas prateleiras podem explodir nas vésperas das eleições.

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A inflação tem comido o salário do trabalhador, que há cinco anos não tem aumento acima da inflação.

O cenário trapalhão que antecedeu ao pronunciamento de Bolsonaro denuncia o momento crítico que vive o inquilino do Palácio do Planalto; do ministro da Economia, Paulo Guedes; do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A crise de desabastecimento de combustíveis, embora o Brasil seja autossuficiente na produção de petróleo, tem a ver com as escolhas neoliberais de Bolsonaro: privatização de refinarias, desmonte do setores energéticos estratégicos, a exemplo da Eletrobras, política de preço paritário da Petrobras com o mercado internacional [dolarização], dentre outras mazelas.

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