O ex-policial penal Jorge José da Rocha Guaranho foi condenado a 20 anos de prisão pelo homicídio do tesoureiro do PT, Marcelo Arruda. O júri popular de Curitiba reconheceu as qualificadoras de motivo fútil, por intolerância política, e perigo comum, pelo risco a outros presentes. O veredicto simboliza um marco na luta contra crimes motivados por ódio ideológico.
A juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler sentenciou Guaranho a 20 anos em regime fechado, destacando a gravidade da intolerância política. A Promotoria de Justiça, representada pelas promotoras Roberta Franco Massa e Ticiane Louise Santana Pereira, atuou com assistência de acusação dos advogados Andrea e Daniel Godoy Jr., Paulo Henrique Guerra Zuchoski, Alessandra Raffaeli Boito e Rogério Oscar Botelho.
Provas e testemunhos decisivos:
- Pâmela Suellen Silva, viúva de Arruda, emocionou o júri ao relatar o impacto devastador do crime em sua família.
- Câmeras de segurança registraram o momento em que Guaranho, após uma discussão, disparou contra Arruda, que tentou se esconder sob uma mesa.
- Testemunhas confirmaram que o réu, movido por ódio político, invadiu a festa após exibir comportamento ameaçador, ao som de jingles de campanha de Bolsonaro.
Relembre o crime
Em 9 de julho de 2022, Guaranho atacou Arruda durante sua festa de 50 anos, decorada com temas do PT e de Lula. O crime, registrado em vídeo, ocorreu após provocações políticas do réu. Guaranho foi hospitalizado após ser agredido pelos convidados e, posteriormente, cumpriu prisão domiciliar até o julgamento.
Sobre a sentença
A sentença encerra uma longa espera por justiça da família de Arruda e envia uma mensagem firme contra a violência motivada por divergências políticas. Como ressaltou Daniel Godoy: “Essa decisão sinaliza que o Judiciário não tolerará o ódio e a intolerância.”
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




