Na política e no cinema não existe morte definitiva. O agente derrotado sempre ressurge disputando um novo cargo ou encarnado em novo personagem na tela, após morrer no filme anterior. O caso Moro é exemplo concreto disso.
Depois de ressuscitar o senador Sergio Moro (União-PR), a Paraná Pesquisas agora fornece oxigênio extra ao ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Em um dos cenários, o pedetista aparece 14,7% das intenções de voto ante 37,2% do presidente Lula.
A pesquisa, realizada entre os dias 27 de abril e 1º de maio, abrangeu 2020 eleitores em 26 estados e no Distrito Federal, com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais. O levantamento foi matéria de capa na revista extremista Veja.
Sim, a Paraná Pesquisas tem responsabilidade no salvamento de Moro.
Quando o instituto colocou Michelle Bolsonaro (PL) nas sondagens para o Senado, em eleição suplementar do Paraná, o Palácio do Planalto teria se arrepiado com essa possibilidade. Os luas-pretas de Lula acreditam que Moro é menos nocivo ao governo federal.
A sondagem em questão teria sido o gatilho para o grande acordão nacional do “salve-se todos” operado na terça, 21 de maio, no TSE.
Após ressuscitar Moro, que era tido como morto-vivo no Senado, a Paraná Pesquisas ensaia trazer Ciro de volta ao jogo político.
Segundo um parlamentar em Brasília, a Paraná Pesquisas é milagreira, recupera das cinzas, e até cura feiura de políticos.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




