TRE-PR julga improcedente ações contra Moro, a exemplo do caso Dallagnol

O TRE-PR seguiu sua tradição nesta terça (9/4) ao julgar improcedentes as ações do PT e PL no julgamento que pede a cassação do senador Sergio Moro (União-PR).

O tribunal formou maioria hoje contra a cassação do ex-juiz da Lava Jato, que foi acusado de caixa dois, abuso de poder econômico e abuso de meios de comunicação nas eleições de 2022.

As partes perdedoras informaram ao Blog do Esmael que irão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a publicação do acórdão da votação.

Em nota divulgada nesta noite, o presidente estadual do PT do Paraná, deputado Arilson Chiorato, autor de uma das ações, antecipou que espera reverter a decisão no TSE, “como já julgado no caso “Selma Arruda””, comparou.

“Até mesmo os votos contrários à cassação deixaram clara a vultuosidade da pré-campanha de Moro”, observou o dirigente petista.

O PL, por sua vez, tem dúvidas sobre recursos ao TSE após uma entrevista do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Bolsonaro, no programa Roda Viva, da TV Cultura. Segundo o entrevistado, o pai dele não tem interesse na cassação de Moro.

Ocorre que no Paraná o PL afirma que não irá afrouxar nas ações.

Durante o último de julgamento no TRE-PR, nesta terça, o caso Moro foi comparado diversas vezes com o caso Dallagnol.

Em maio de 2023, o TSE cassou o ex-deputado Deltan Dallagnol mesmo depois de o ex-procurador da Lava Jato ser absolvido por unanimidade no TRE do Paraná. Dallagnol perdeu o cargo por “fraude à lei”, segundo o tribunal superior.

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