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Paraná homenageia conciliadores e mediadores com mês dedicado à cultura da paz

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Maio vira símbolo da paz e do consenso jurídico no Paraná

No Paraná, maio deixou de ser apenas mais um mês no calendário. Ele se transformou no mês oficial do Conciliador e do Mediador, graças à Lei Estadual nº 20.231/2020. A homenagem não é por acaso: o marco é uma reverência ao aniversário do desembargador José Laurindo de Souza Netto, ex-presidente do TJPR e grande defensor da mediação como instrumento de transformação social.

A data-chave dessa celebração é 5 de maio, Dia Estadual do Conciliador e Mediador Judicial e Extrajudicial, criada por iniciativa do deputado estadual Gilson de Souza (PL). A proposta é clara: estimular uma cultura de paz e desjudicialização dos conflitos, valorizando o trabalho de quem, longe dos holofotes, constrói pontes onde só havia trincheiras.

“Todo dia é dia de mediação, mas é importante termos uma data para engajar a sociedade e despertar consciências em tempos de tantos conflitos”, diz o desembargador José Laurindo.

O marco inicial da comemoração do mês do Conciliador e Mediator é 5 de maio em alusão ao aniversário do desembargador Laurindo.

Leia também: José Laurindo será homenageado pela Ejud-PR

Saiba mais: Dia do Conciliador e Mediador é Lei no Paraná

Congresso da OAB leva protagonismo jurídico ao interior

Em Cascavel, o II Congresso Paranaense de Mediação, promovido pela OAB-PR, rompe barreiras ao descentralizar o debate jurídico. Pela primeira vez, o evento ocorre fora da capital, nos dias 5 e 6 de maio, com participação de juristas de renome do Brasil e do exterior — como o português Pedro Morais Martins e o latino-americano Juan Carlos Vezulla.

O encontro não se limita à troca de experiências técnicas: traz também um compromisso inédito com a sustentabilidade, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Para a organizadora Mary Andréa Jurumenha, o evento reforça a mediação como alternativa concreta ao modelo judicial tradicional:

“Queremos transformar a cultura jurídica regional e mostrar que a mediação é mais rápida, eficaz e humana”, afirma.

Justiça restaurativa, acessibilidade e inclusão também em pauta

Além das mesas redondas e painéis de debate, o Congresso traz novidades práticas:

  • Lançamento de cartilha acessível sobre autocomposição, em Braille, Libras e e-book;
  • Livro da justiça restaurativa com relatos do projeto Semeando Paz nas Escolas;
  • Certificação em dobro para acadêmicos que participarem integralmente;
  • Participação de juízes, desembargadores, promotores e professores em debates sobre mediação pós-tragédias, como os desastres climáticos no Sul do país.

Mediadores e conciliadores são a base da pacificação social

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Desembargador José Laurindo promove a cultura da paz com mediação e conciliação.

Atualmente, o Paraná conta com cerca de mil mediadores e conciliadores: 614 atuam nos Juizados Especiais e 357 nos CEJUSCs – Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania. O número reforça a relevância dos métodos alternativos de resolução de conflitos.

A distinção entre mediação e conciliação, prevista no Código de Processo Civil, também ganha evidência:

  • Conciliadores atuam onde não há vínculo anterior entre as partes;
  • Mediadores operam em casos com histórico relacional — como disputas familiares ou empresariais.

Ambas as formas privilegiam o consenso, reduzindo litígios e aliviando o Judiciário.

A paz também é uma construção jurídica

O Dia do Conciliador e do Mediador no Paraná não é apenas uma efeméride. É um chamado à sociedade — e especialmente ao meio jurídico — para que se valorize a escuta, o diálogo e a solução pacífica dos conflitos.

Em tempos de polarização, desemprego, conflitos familiares e instabilidade social, buscar soluções justas fora do litígio é um ato revolucionário. E os mediadores e conciliadores, muitas vezes invisíveis, são os verdadeiros artífices dessa revolução silenciosa.

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