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Folha defende seus próprios interesses ao atacar Lula

Amigos e amigas, é com preocupação que observo a recente investida da Folha de S.Paulo contra o governo Lula. O editorial do jornal paulistano critica os gastos do governo, alegando que fomentam o rentismo e ameaçam a estabilidade econômica. Mas será que essa crítica é realmente imparcial?

A Folha não é apenas um veículo de comunicação. Ela é também parte de um conglomerado financeiro, com o PagBank e serviços como a Moderninha. Ou seja, está profundamente atrelada aos interesses do mercado financeiro e da Avenida Faria Lima. Quando o jornal critica a política econômica do governo, precisamos nos perguntar: a quem isso beneficia?

O editorial deste domingo (24) usa números e projeções para pintar um cenário alarmista. Fala em dívida pública “em trajetória explosiva” e em “gastança sem controle”. Mas esquece de mencionar que a arrecadação federal está em nível elevado, e que investimentos públicos podem estimular o crescimento e a geração de empregos.

Ao enfatizar apenas os aspectos negativos, a Folha contribui para a alienação dos cidadãos. Tenta nos fazer acreditar que o problema está nos gastos sociais, quando, na verdade, defende um modelo econômico que privilegia os rentistas em detrimento da maioria da população.

Essa estratégia não é nova. É a velha ideologia da Faria Lima, que busca manter tudo como está, mesmo que para isso seja preciso mudar a narrativa. Como bem disse Giuseppe Tomasi di Lampedusa em “O Leopardo”: “É preciso que tudo mude para que tudo fique como está”.

A Folha, ao defender seus próprios interesses, tenta desviar nossa atenção das verdadeiras estruturas de poder que nos oprimem. Quer que acreditemos que o sacrifício deve vir sempre do povo, enquanto os grandes conglomerados financeiros continuam lucrando.

É fundamental que estejamos atentos a essas manobras. Precisamos reconhecer quando a mídia usa seu espaço para promover agendas que não nos beneficiam. O debate econômico é complexo, mas não pode ser reduzido a discursos que servem apenas a uma pequena elite.

Em tempos difíceis, a união e a consciência coletiva são nossas maiores armas. Vamos questionar, vamos debater, e, acima de tudo, vamos lutar por um país mais justo e igualitário, onde a informação seja uma aliada, e não uma ferramenta de manipulação.

Além disso, é importante ressaltar que a Folha de S.Paulo se beneficia da mesma política econômica que critica. Ao promover uma narrativa que atende aos seus próprios interesses financeiros, o jornal incorre em um claro conflito de interesses. Poderíamos chamar isso de hipocrisia? Fica a reflexão.

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