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Cristina Graeml enfrenta sabatina tensa na Folha/UOL e promete marcha com apoiador que defendeu “matar judeus” para enriquecer Brasil

Convidado de candidata afirmou que o Brasil enriqueceria como a Alemanha “se a gente matar um monte de judeus e se apropriar do poder econômico deles”

A candidata à Prefeitura de Curitiba pelo PMB, Cristina Graeml, participou na manhã desta quarta-feira (23) de uma sabatina promovida pela Folha/UOL que durou uma hora e foi marcada por momentos tensos.

Graeml não hesitou em confrontar os jornalistas da bancada entrevistadora, demonstrando insatisfação com perguntas sobre temas polêmicos.

Entre os assuntos abordados, destacaram-se sua proposta de adoção de bebês de mulheres em situação de vulnerabilidade, questionamentos sobre a urna eletrônica, reconhecimento de derrota eleitoral, cobrança pela saúde de moradores da região metropolitana e a tarifa de ônibus baseada no quilômetro rodado.

A candidata também foi instigada a comentar sobre uma condenação em processo movido pelo ministro Cristiano Zanin, quando era advogado de Luiz Inácio Lula da Silva.

Graeml defendeu suas posições, reafirmando seu compromisso com políticas que, segundo ela, visam proteger os mais vulneráveis e garantir transparência nos processos eleitorais.

A candidata expressou desconfianças em relação à transparência do sistema eleitoral brasileiro, defendendo o direito da população de conhecer mais sobre o processo de votação e a acessibilidade do código-fonte das urnas eletrônicas.

Sobre as vacinas contra a COVID-19, manifestou ceticismo quanto à eficácia e mencionou tratamentos alternativos [negacionismo], destacando a importância de priorizar a atenção dos profissionais de saúde de Curitiba.

Sobre a tarifa de ônibus, argumentou que a cobrança por quilômetro rodado seria uma forma mais justa de beneficiar os usuários que percorrem menores distâncias.

Além disso, ela sugeriu cobrar de prefeituras vizinhas da região metropolitana para financiar serviços de saúde, reconhecendo que Curitiba atrai uma população que nem sempre contribui diretamente para a arrecadação municipal, mas que necessita de atendimento médico.

Graeml abordou críticas recebidas por declarações anteriores, esclarecendo que suas palavras foram tiradas de contexto.

Negou ter feito comentários depreciativos sobre advogados em geral, ao xingar Cristiano Zanin de “advogado de bandido”, explicando que suas declarações referiam-se a casos específicos.

Enfatizou sua coerência com seus valores e princípios ao longo de sua carreira e reafirmou seu compromisso com a liberdade de expressão e o respeito à Constituição.

Sem Bolsonaro, Cristina Graeml aposta em apoiador defendeu “matar judeus” para enriquecer o Brasil

Boa parte da comunidade judaica curitibana está debandando da campanha de Graeml em virtude de sua [má] companhia.
Boa parte da comunidade judaica curitibana está debandando da campanha de Graeml em virtude de sua [má] companhia.

A candidata Cristina Graeml enfrenta hoje uma verdadeira tempestade política.

O motivo?

A presença do jornalista José Carlos Bernardi em seu evento de campanha, um nome que traz consigo uma bagagem pesada de polêmicas.

Marcada para as 17h30, a “Super Caminhada” promete reunir apoiadores da Boca Maldita até o Centro Cívico.

No entanto, a participação de Bernardi tem causado um mal-estar generalizado, especialmente entre a comunidade judaica da capital.

Para quem não se lembra, Bernardi ganhou as manchetes nacionais em 2021 após proferir declarações antissemitas durante um programa na rádio Jovem Pan.

Na ocasião, ele afirmou que o Brasil enriqueceria como a Alemanha “se a gente matar um monte de judeus e se apropriar do poder econômico deles.

A reação foi imediata: demissão da emissora e perda de um cargo comissionado na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Apesar das desculpas públicas, as declarações de Bernardi deixaram cicatrizes profundas.

Agora, sua aparição ao lado de Graeml reacende essas feridas, levantando questionamentos sobre as escolhas da candidata e seu alinhamento político.

Fontes ligadas à campanha sinalizam que Graeml estaria reconsiderando o convite a Bernardi, diante da repercussão negativa.

Contudo, até o momento, nenhum posicionamento oficial foi emitido sobre a possível desistência do jornalista em participar do evento.

Enquanto isso, outros influenciadores bolsonaristas, como Paulo Kogos e Marco Antônio Costa, já confirmaram presença.

A ausência de Jair Bolsonaro (PL) também chama atenção.

Esperado para dar um impulso à mobilização, o ex-presidente comunicou que não compareceria, mesmo com os esforços da campanha em viabilizar sua participação, incluindo arrecadações entre empresários locais.

Graeml se encontra em uma encruzilhada política.

De um lado, tenta fortalecer sua base eleitoral com figuras de peso no conservadorismo nacional.

De outro, corre o risco de afastar eleitores moderados e setores influentes da sociedade curitibana.

A situação levanta um debate importante: até que ponto os candidatos são responsáveis pelas companhias que mantêm durante a campanha?

Em tempos de polarização extrema, cada gesto é amplificado, podendo impactar diretamente nas urnas.

Com a eleição batendo à porta, cada passo é considerado.

Resta saber se Cristina Graeml conseguirá contornar a crise e recuperar a confiança perdida devido à presença de José Carlos Bernardi em sua campanha.

A comunidade judaica de Curitiba e os eleitores em geral aguardam um posicionamento claro.

As próximas horas serão decisivas para o futuro da candidata na corrida pela prefeitura.

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