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Surto de covid-19 em escola apavora cidade inteira no Paraná

  • APP-Sindicato deflagrou greve na educação em defesa da vida
  • Professores dizem que Ratinho Junior poderá ser responsabilizado civil, administrativo e criminalmente

O município de Marechal Cândido Rondon, a 578 km de Curitiba, no Oeste do Paraná, entrou em polvorosa com o surto de covid-19 na Escola Municipal Waldomiro Liesem.

Segundo as autoridades sanitárias e educacionais locais, ao menos sete educadores testaram positivo para o novo coronavírus: seis professores e uma zeladora, que faz a merenda dos alunos.

Por causa do surto, a Prefeitura de Marechal Cândido Rondon decidiu fechar temporariamente o estabelecimento de ensino por 10 dias. A escola tem 343 alunos matriculados.

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Professores estão em greve pela vida no Paraná

Desde o último dia 10 de maio, os professores da rede estadual da educação básica estão em greve pela vida. O movimento paredista é organizado pela APP-Sindicato, instituição sindical que representa cerca de 120 mil educadores de 2,1 mil escolas no Paraná.

Segundo a APP, todos os casos de covid nas escolas serão atribuídos ao governador Ratinho Junior (PSD) e ao secretário da Educação, Renato Feder, porque eles assumiram o risco de morte dos profissionais do magistério e de alunos.

O presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, disse que Ratinho e Feder poderão ser responsabilizados civil, administrativo e criminalmente.

O governo do Paraná retomou as aulas presenciais, de forma híbrida, em 200 escolas do estado.

A APP-Sindicato apresentou nota técnica, assinada pelo biólogo Lucas Ferrante, aponta o perigo de contágio sem vacinação em massa e sem o distanciamento social.

O Sindicato dos educadores, ao invés das voltas às aulas presenciais, defende o lockdown completo para enfraquecer o vírus.

Vacinação vertical

professora juliana preto
Professora Juliana Preto, de Paranaguá, manda recado durante vacinação: Fora Bolsonaro. Foto: Ivanovick

O Paraná começou a vacinar esta semana professores de maneira vertical, ou seja, a partir dos mais velhos. No entanto, autoridades sanitárias dizem que a imunização só surtiria efeito se fosse realizada horizontalmente, ou seja, em todos os profissionais da educação.

A vacinação se inicia pelas pessoas entre 55 e 59 anos. Oito mil profissionais do ramo já foram vacinados anteriormente, no grupo de pessoas acima de 60 anos.