Biden vai dobrar o salário mínimo nos EUA; Bolsonaro arrochou ganhos no Brasil

O salário mínimo saltará de US$ 7,25 para US$ 15 a hora trabalhada. Para uma jornada de 40h semanais, nos EUA, o trabalhador ganha em média R$ 6 mil e passará a receber R$ 12 mil.

O plano de estímulo econômico de US$ 1,9 trilhão anunciado pelo presidente eleito Joe Biden, que assumirá a Casa Branca no próximo dia 20, prevê dobrar o aumento do salário mínimo federal para US$ 15 por hora e estipula US$ 350 bilhões em fundos de emergência para os governos estaduais e municipais.

A proposta de Biden ainda precisa a ser avaliado pelo Congresso e que inclui bilhões em recursos adicionais para vacinação e testes de covid-19. O presidente eleito tem maioria na Câmara e no Senado.

Apenas cinco dias antes de tomar posse, o político democrata chamou as medidas como “Plano de Resgate Americano”, com o qual espera reanimar o setor produtivo do país mais afetado pela pandemia do novo coronavírus, com 23,3 milhões de contágios e 387.103 mortes, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

Auxílio emergencial nos EUA

O pacote de ajuda americano incluí US$ 1.400 (R$ 7.280) em pagamentos diretos a indivíduos, benefícios de seguro-desemprego mais generosos com US$ 400 semanais (R$ 2.080), licenças pagas federalmente obrigatórias para trabalhadores e grandes subsídios para despesas com creches.

“Durante esta pandemia, milhões de americanos, sem culpa própria, perderam a dignidade e o respeito que vêm com um emprego e um salário”, disse Biden em um discurso à nação. “Há uma dor real oprimindo a economia real.”

Ele reconheceu o alto preço, mas disse que o país não poderia se dar ao luxo de fazer menos. “A própria saúde de nossa nação está em jogo”, disse Biden, acrescentando que “não é barato, mas deixar de fazer isso nos custará caro”.

O caso Bolsonaro

Note que o presidente Jair Bolsonaro tomou caminho inverso no Brasil. Ele não concedeu reajuste no salário mínimo nem para cobrir a inflação, os preços dispararam e o valor recebido pelos trabalhadores diminuíram o poder de compra e massa salarial na economia. O desestímulo gerou o que podemos chamar de depressão econômica, quando há produção mas não há quem compre os produtos.

Desde 1º de janeiro passado, o salário mínimo federal brasileiro vale R$ 1.100 por mês (cerca de 211 dólares) enquanto o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) sustenta que o valor do salário mínimo deveria ser ao menos R$ 5.289,53 (projeto do mês de novembro), equivalente a US$ 1.017.