Bolsonaro deixou o salário mínimo abaixo da inflação; trabalhadores tem perda recorde

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Desde o golpe de 2016, os trabalhadores jamais tiveram perda salarial tão forte quanto nesse período de Jair Bolsonaro. Nesse ano de 2021, por exemplo, o salário mínimo de R$ 1.100 em 2021 não repõe a inflação do ano passado.

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador que corrige o salário mínimo, registrou alta de 5,45% em 2020, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 12, acima do reajuste de 5,26% dado no salário mínimo.

O reajuste no mínimo não repõe o poder de compra, como assegurado pela Constituição Federal de 1988.

O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) sustenta que o valor do salário mínimo deveria ser ao menos R$ 5.289,53 (projeto do mês de novembro).

O salário mínimo de R$ 5.289,53 daria para arcar com as necessidades de saúde, alimentação, moradia, transporte e lazer –-fazendo cumprir a Constituição.

O mínimo de Bolsonaro, de R$ 1.100, é inconstitucional e imoral.

Se o trabalhador não está recebendo o que deveria por sua força de trabalho significa que alguém está “roubando” sua parte.

O valor salário mínimo definido por Bolsonaro, este ano, desconsidera a volta da hiperinflação e o aumento no preço da cesta básica.