Venezuela, atacada pela família Bolsonaro, anuncia vacinação de 10 milhões

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Atacada constantemente pela família Bolsonaro, o país caribenho anunciou seu plano de vacinação de 10 milhões de pessoas.

Venezuela e Rússia assinaram na terça-feira (29/12) o contrato que permitirá ao país sul-americano adquirir a vacina Sputnik V contra a Covid-19. Esse é o primeiro passo para imunizar, em uma primeira etapa, cerca de 10 milhões de venezuelanos, informa o governo de Nicolás Maduro.

Enquanto isso, os Bolsonaro intensificam sua retórica contra a imunização dos brasileiros. O presidente Jair Bolsonaro tem sabotado o plano nacional de vacinação, deixando o país na lanterna em relação à luta contra a doença. Além do anúncio dos bolivarianos, a Argentina começou hoje a vacinação de seus profissionais de saúde –também com a Sputnik V.

Voltemos à Venezuela.

O evento foi conduzido pela vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que, juntamente com o ministro do Poder Popular para a Saúde, Carlos Alvarado; o Ministro das Relações Exteriores da República, Jorge Arreaza, e o embaixador da Rússia na Venezuela, Sergei Melik-Bagdasarov, assinaram este acordo com a nação russa.

Rodríguez indicou que esta empresa representa a primeira etapa para vacinar, inicialmente, 10 milhões de pessoas contra o novo coronavírus. “Devemos enfatizar que a Venezuela está fornecendo à Rússia sua vacina ao realizar a fase três do ensaio clínico”, explicou.

A vice-presidente afirmou ainda que a relação entre a Venezuela e a Rússia “é uma aliança estratégica ao mais alto nível, nada conseguiu travar esta relação de fraternidade e cooperação, nem os rudes ataques contra a Venezuela”.

Rodríguez também destacou que a vacina Sputnik V tem se mostrado segura, afirmação que, segundo ele, foi corroborada durante os ensaios clínicos realizados na Venezuela.

Por sua vez, o embaixador russo em Caracas, Sergei Melik-Bagdasarov, saudou este resultado, que considerou fruto do importante trabalho conjunto entre os dois países. Da mesma forma, o diplomata parabenizou os médicos venezuelanos por seu trabalho, que qualificou de fundamental.

A pergunta é: Bolsonaro, perdeu do Maduro, vai empatar com quem?