Hackers furtaram dados de 2020 do TSE, diz PF

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teve dados de 2020 furtados pelo ataque hacker antes do primeiro turno das eleições.

A Polícia Federal, com a colaboração do TSE, diz que há informações de funcionários do tribunal relativas ao ano de 2020 entre os dados vazados.

No domingo (15), durante a apuração, o ministro Luis Roberto Barroso, presidente da Corte, admitiu o ataque delimitando os dados acessados entre 2001 e 2010, porém, nesta quinta-feira (19), se reconheceu que o estrago foi bem maior.

Segundo a PF, a nova invasão hacker pode ter ocorrida no início do segundo semestre deste ano entre agosto e setembro.

Entretanto, os dados só foram vazados no dia da eleição no primeiro turno –dia 15 de novembro.

A PF afirma que o ataque contra o TSE partiu de Portugal, mas também envolveu ações cibercriminosas coordenadas no Brasil, Estados Unidos e Nova Zelândia.

A Polícia Federal ainda investiga se houve um ação orquestrada para desacreditar o processo eleitoral e as urnas eletrônicas.

Sem apresentar provas, o ministro Barroso reclamou da atuação de “milícias digitais” durante uma entrevista na última segunda-feira (16).

“Ao mesmo tempo em que houve o ataque, milícias digitais entraram em ação. Há suspeita de articulação de grupos extremistas que se empenham em desacreditar eleições, clamam pela volta da ditadura e muitos deles são investigados pelo STF”, disse o magistrado.

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