Fogo, bombas e gás nas manifestações contra o Carrefour de SP e Porto Alegre

Manifestantes atearam fogo em duas lojas da rede Carrefour –uma em Porto Alegre e outra em São Paulo– durante protesto contra o assassinato de um homem negro por dois dois seguranças brancos do supermercado na capital gaúcha.

Em Porto Alegre, a Brigada Militar [equivalente à PM] interveio com bombas e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Já o ato em São Paulo iniciou no Masp, na Avenida Paulista, no centro da cidade, e foi até o Carrefour da Pamplona, onde os manifestantes, revoltados com os casos de racismo, atearam fogo no supermercado.

João Alberto Silveira Freitas, 40, o Beto, foi espancado pelos seguranças do Carrefour até a morte. As cenas foram gravadas em vídeo e viralizadas nas redes sociais.

Partidos de direita e esquerda, movimentos sociais, lideranças políticas, se pronunciaram contra o horrendo crime ocorrido no estacionamento do Carrefour na capital gaúcha.

Não foi a primeira vez que o Carrefour se envolveu com homicídio dentro de seu estabelecimento. É enorme o histórico da rede com a violência, racismo e homofobia, humilhação pública de empregados, violência infantil, maus tratos aos animais, enfim, os supermercados parecem que fizeram uma opção pelo dano no Brasil. Mas chegou a hora de darmos um basto nesse estado de coisas.

Em Curitiba também houve ato. Os manifestantes picharam a fachada do Carrefour com a inscrição “racista”.

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