Esquerda conquista sétima vitória consecutiva pelo governo de Montevidéu

A coalizão de esquerda Frente Ampla (FA) conquistou o governo de Montevidéu nas eleições departamentais e municipais deste domingo (27) no Uruguai, organizadas em plena pandemia de covid-19.

A Frente Ampla recebeu entre 50,3% e 51% dos votos, contra 40% a 41% da coalizão de centro-direita que chegou ao governo nacional em março, segundo as projeções das consultorias Cifra e La Diaria Datos.

As duas pesquisas anunciaram como próxima prefeita de Montevidéu a engenheira Carolina Cosse, uma das três candidatas da FA ao lado do neurocirurgião Álvaro Villar e do engenheiro e ex-prefeito Daniel Martínez.

Os três disputaram a eleição contra a economista Laura Raffo, representante da coalizão do governo de direita, que os superou individualmente, mas perdeu para a FA, pois nestas eleições vence o candidato mais votado do partido mais votado.

Com a vitória deste domingo, a Frente Ampla atinge uma marca de sete eleições consecutivas para o comando da capital uruguaia, desde 1990, onde vive mais de um terço da população do país – 1,3 dos 3,4 milhão de habitantes do país oriental.

*Com agências internacionais

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Inclusão de negros vira questão de marketing do mercado

A recente polêmica da Magazine Luiza, que abriu processo de seleção para trainee voltado para pessoas negras, impulsionou o debate sobre a discriminação no mercado de trabalho.

Em 18 de setembro, o Magazine Luiza abriu seleção para vagas de trainee exclusivas para pessoas negras. O Ministério Público do Trabalho de São Paulo recebeu 11 denúncias contra a empresa.

Ao analisar denúncias contra a Magazine Luiza, o MPT de SP concluiu que o caso era uma ação afirmativa de reparação histórica.

O fato é abordado neste domingo (27) pelo Estadão, que registra que nenhum negro ocupa a presidência entre as 100 maiores empresas na B3, a bolsa de valores, enquanto a participação em cargos de gerência e diretoria não passa de 6%.

Segundo a reportagem, de olho no novo perfil de consumidores e na cobrança de investidores, companhias ensaiam mudança de foco, ou seja, querem incluir mais negros em seus quadros.

Racismo estrutural

Segundo Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral, desde que o MBA foi criado, em 1989, mais de 1.000 executivos foram formados. Desse total, apenas 10 (ou 1%) eram negros.

De acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, dos 209,2 milhões de habitantes do país, 19,2 milhões se assumem como pretos, enquanto 89,7 milhões se declaram pardos. Ou seja, 56,10% das pessoas se declaram negras no Brasil.

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