João Doria tenta se descolar de secretário preso pela Lava Jato

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), está tentando se descolar do secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy (PP), preso nesta quinta-feira (6).

Apesar da acusações que motivaram a prisão de Baldy não serem relativas a sua atuação no governo atual, é evidente que episódio tem potencial para contaminar a imagem da gestão de Doria.

Ciente disso, o governador tucano foi ao Twitter e escreveu:

“As acusações contra Alexandre Baldy não têm relação com a atual gestão no Governo de SP. Portanto, não há nenhuma implicação na sua atuação na Secretaria de Transportes Metropolitanos. Tenho confiança de que Baldy saberá esclarecer os acontecimentos e colaborar com a Justiça.”

A decisão pela prisão de Baldy partiu do juiz federal Marcelo Bretas, da Lava Jato do Rio de Janeiro. Bretas mantém boa relação com o bolsonarismo. Não que isso seja o motivo da prisão, mas é um fator que não pode ser ignorado.

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quinta-feira (6) o secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy (PP).

Ele foi um dos alvos dos seis mandados de prisão temporária expedidos pelo juiz da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas.

Batizada de Dardanários, a operação de hoje é um desdobramento de investigações da Lava Jato do Rio que apuram desvios na área da saúde.

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Baldy é secretário da gestão do governador João Doria (PSDB) desde o início do ano passado. Ele também foi ministro das Cidades durante o governo de Michel Temer (MDB) e deputado federal por Goiás.

Além de Baldy, um pesquisador da Fiocruz também foi preso. Os agentes da PF também cumprem 11 mandados de busca e apreensão. Há ordens judiciais sendo cumpridas em Petrópolis (RJ), São José do Rio Preto (SP), Goiânia e Brasília.

Com informações do Uol