FGTS: Governo dá calote no saque de R$ 1.045 para mais de 60 milhões de trabalhadores

A Caixa Econômica Federal afirma que o saque de R$ 1.045, que poderia beneficiar mais de 60 milhões de pessoas, a partir de segunda-feira (15), irá atrasar e o beneficiário só verá a cor do dinheiro no mês que vem –se tudo correr bem até lá.

A queda na arrecadação do governo federal deu problema no fluxo de caixa do FGTS, que registrou arrecadação líquida (depósito menos retiradas) negativa em março e abril. No entanto, jura a Caixa, não falta dinheiro para que o governo honre o compromisso.

O fato é que há um calote em 60 milhões de brasileiros e brasileiras, queiram admitir o governo Jair Bolsonaro (sem partido) ou não. Se se trata de incompetência ou desconsideração com quem precisa desse dinheiro, saberemos mais adiante.

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  • O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, confirma que haverá atraso no pagamento. É provável que isso ocorra a partir de julho e de forma escalonada, por mês de aniversário. O dinheiro será depositado em conta poupança digital, mas os beneficiados terão de esperar um tempo para sacar os recursos em dinheiro vivo. Ou seja, ‘terá’ mas ‘não terá’ o recurso disponível.

    A medida provisória (MP) que autoriza as retiradas prevê que os recursos estejam disponíveis para os trabalhadores a partir de segunda-feira, dia 15, mas até a noite de sexta-feira a Caixa Econômica Federal não tinha divulgado o cronograma de pagamento.

    A manobra caloteira do governo federal ainda depende da edição de outra MP autorizando a criação de novas contas poupança digitais para os beneficiários, haja vista que a MP anterior só previa a conta aberta anteriormente.

    De acordo com a Caixa, 60,8 milhões de trabalhadores terão direito ao novo saque do FGTS, totalizando R$ 36,2 bilhões.