Esvaziado e sem ter o que comandar, Onyx balança, mas não cai


O ministro Onyx Lorenzoni afirmou, neste sábado (1), após reunião com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada, que continua na chefia da casa Civil. “Tive uma reunião de trabalho com o presidente Bolsonaro e as coisas continuam no seu curso normal. Não conversamos sobre mudança na Casa Civil, falamos sobre a rotina normal no Ministério”, disse.

A realidade, no entanto, é bem diferente da relatada pelo demissionário ministro. Onyx segue na Casa Civil por enquanto, mas esvaziado e sem ter o que comandar. O Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) deixará a Casa Civil e irá para o Ministério da Economia e o projeto de reforma administrativa também será pilotado pela equipe de Paulo Guedes.

Além disso, Onyx não opera na Câmara de Deputados, território dominado por seu desafeto Rodrigo Maia. Ou seja, não joga papel nenhum na articulação política do governo Bolsonaro.

Portanto, Onyx permanece agarrado ao cargo, porém sem função administrativa e atribuição política. Ele descartou a saída da Casa Civil para outra função no governo, segundo informou o jornal O Estado de São Paulo.

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Para continuar no cargo, Onyx não se fez de rogado e foi até aos EUA, nesta semana, para beijar a mão de Olavo de Carvalho, o guru do clã Bolsonaro. São os ossos do ofício, como se dizia antigamente.