Argentina retira reconhecimento diplomático de Guaidó


O governo da Argentina retirou o reconhecimento diplomático do autoproclamado presidente da Venezuela Juan Guaidó, concedido pelo governo de direita e neoliberal de Maurício Macri, derrotado nas últimas eleições presidenciais por Alberto Fernández, da Frente de Todos, uma coalizão de forças políticas do peronismo e aliados.

O então autoproclamado presidente da Venezuela em 2018, Guaidó “indicou” representantes diplomáticos em várias capitais, inclusive Brasília. Uma operação política promovida pelo governo dos Estados Unidos e por governos de direita, como o Grupo de Lima, para tentar derrubar Nicolás Maduro, o presidente constitucional da Venezuela.

O governo da Argentina removeu, na última terça-feira (7), as credenciais diplomáticas de Elisa Trotta Gamus. Ela atuava como representante venezuelana de Juan Guaidó no país.

Sobre a representante de Guaidó, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Argentina declarou: “Ela estava atuando na condição de missão especial, conferida pelo governo anterior, e não como embaixadora formal na Venezuela, e não reconhecemos Guaidó como presidente, mas como líder da oposição. Com base nisso, consideramos que não há missão especial de representação”.

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Em Caracas, segundo o jornal O Globo, Guaidó disse que a decisão do governo argentino não o surpreendeu: “Isto não foi nada que não esperássemos. Mas continuamos fazendo votos para que a Argentina apoie a democracia e a liberdade”.

Guaidó tem sofrido sucessivas derrotas políticas, a última aconteceu no domingo (5) com a eleição de Luis Parra (Vontade Popular) para a presidência da Assembleia Nacional, o parlamento venezuelano.