Por Esmael Morais

Veja essa: Senador “demite” Eduardo Bolsonaro das “Relações Exteriores”

Publicado em 17/04/2019

Senador Telmário Mota se reuniu esta semana com Nicolás Maduro para discutir a reabertura da fronteira entre Brasil e Venezuela.

O senador Telmário Mota (PROS-RR) cruzou a fronteira com a Venezuela, nesta semana, e “demitiu” o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) do cargo informal de ministro das Relações Exteriores.

Na última segunda-feira (15), o parlamentar brasileiro se reuniu com o presidente venezuelano Nicolás Maduro com o propósito de convencê-lo a reabrir a fronteira com o Brasil.

Desde que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu filho dublê de ministro começaram as ameaças de agressão ao país vizinho, ao lado dos Estados Unidos e Colômbia, o governo bolivariano fechou a fronteira em Pacaraima, cidade no estado de Roraima, no último dia 21 de fevereiro.

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“Talvez, poucos saibam o quão profundas eram as relações comerciais, energéticas e culturais de Roraima com a Venezuela. Nossos agricultores utilizam insumos vindos do país vizinho, o comércio de Pacaraima hoje está às moscas por conta do fechamento da fronteira, além disso temos o trânsito constante de estudantes entre os países. Quem mais sofre com o fechamento da fronteira é o meu estado”, destacou o senador Telmário, que é presidente da Subcomissão Temporária sobre a Venezuela, que funciona no âmbito da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

O senador ainda pediu para que o resto do país entenda o quanto essa relação amistosa é importante para Roraima.

“Como senador, tenho a obrigação de obedecer fielmente aos interesses dos meus eleitores e os princípios de nossa Constituição, que nos obriga a buscar o diálogo, a cooperação e a paz. Por isso, peço, humildemente, ajuda para tentarmos reabrir a fronteira e normalizarmos as relações diplomáticas”, finalizou o senador.

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, ainda disse que serão realizadas reuniões de trabalho para definir “as regras do jogo e segurança de ambos os povos”, que possibilitem a reabertura dos postos fronteiriços o mais rápido possível.