Renan entra com representação contra Dallagnol no MP por ativismo político da Lava Jato

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) entrou nesta 3ª feira (19) com uma representação contra Deltan Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) em razão de seu ativismo político como coordenador da Lava Jato.

Calheiros alega que o procurador tentou deliberadamente intervir contra ele no pleito pelo Senado por meio de postagens no Twitter durante o período eleitoral. Segundo o emedebista, Dallagnol continuou em campanha para evitar sua eleição à presidência da Casa.

No texto, Renan afirma que “assim, em sua conta na rede social Twitter, o denunciante, como representante do Poder Legislativo e formador de opinião, criticou a forma como o denunciado abordou o tema das eleições, sobretudo pela terminologia imprópria (“batalha final”), advertindo para os fins políticos da intitulada “Operação Lava-Jato”. O comentário do denunciante está em conformidade com suas responsabilidades políticas e liberdade de crítica, sobretudo por se tratar de um parlamentar“.

Sobre o período eleitoral à Mesa Diretora do Senado, Calheiros diz que Dallagnol passou “a promover campanha para que a votação para a composição da Mesa Diretora do Senado Federal fosse realizada por meio do voto aberto, vinculando maldosamente o voto fechado”. O senador afirma que, por meio de postagens, o procurador “pediu que seus seguidores assinassem um ‘abaixo-assinado’ pelo voto aberto.”

“Ainda, publicou vídeos nos quais ele próprio é o interlocutor e escreveu ostensivamente que a provável vitória do denunciante seria, em sua concepção, um retrocesso para o combate à corrupção, afirmando que o parlamentar não colocaria em votação as leis do ‘pacote anti-corrupção’ elaborado pelo recém-empossado ministro da Justiça”, continua.

Na representação, o emedebista questiona se tais atitudes caberiam ao coordenador da Operação Lava Jato. Ele afirma também que Dallagnol “apenas não votou na eleição para a presidência do Senado. Quanto ao mais, participou como se fosse um ativista de partido político. Tweets, entrevistas, vídeos, abaixo-assinados, enfim, tudo aquilo que seria legítimo em relação a qualquer senador da República, menos a um membro do Ministério Público”.

Por fim, Calheiros requer a autuação da denúncia como reclamação disciplinar e a instauração de processo administrativo disciplinar contra Dallagnol, a fim de promover a aplicação da pena de suspensão de até 45 dias.

*Com informações do site Poder360

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