Por Esmael Morais

Folha pede “água” para Bolsonaro

Publicado em 11/01/2019

Depois de William Bonner, da Globo, prestar continência ao presidente Jair Bolsonaro, agora é a vez da Folha de S. Paulo pedir “água” ao capitão reformado do Exército.

Em matéria publicada nesta sexta-feira (11), o jornalão paulistano enumera os “riscos” de o presidente se comunicar apenas pelas mídias sociais.

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A Folha também resgata a velha guarda do jornalismo para falar bem do tradicional modelo de comunicação e, consequentemente, promover a velha mídia.

No início desta semana, Bolsonaro disse que iria acabar com o BV (Bônus de Volume) da TV Globo e vetar recursos publicitários do governo para empresas que não se adequem ideologicamente ao slogan “Brasil, Pátria Amada”.

O senador Roberto Requião (MDB-PR), jornalista e advogado por formação, acredita que a velha mídia será enquadrada pelo presidente Bolsonaro. Segundo ele, não é uma questão de tempo, mas de quanto.

“O lumpesinato chegou ao poder, embalado em projetos liberais. Na economia terão o apoio da Globo e por extensão da Folha. Mas a Globo e a velha mídia nunca gostaram de lúmpen, de peixe pequeno. Aí está a contradição entre o governo que ora se instalada e as empresas de comunicação”, filosofa Requião.

Resumo da ópera: a velha mídia é contra lúmpen, mas se comporta enquanto tal; eis a segunda contradição.